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Dia do meio ambiente

Moradores da zona sul de São Paulo fazem abraço na Represa de Guarapiranga

Romaria segue até o Parque Ecológico Guarapiranga; depois de missa campal, população fez a 11ª edição do abraço simbólico da represa, um dos mananciais de abastecimento de água da cidade
Publicado por Marli Moreira, da Agência Brasil
17:16
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Rovena Rosa/ Agência Brasil
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Ato na zona sul reuniu moradores, representares de ONGs, de movimentos sociais e escoteiros

São Paulo – Em comemoração ao Dia Mundial do Meio Ambiente, moradores do bairro Jardim Ângela e de outros bairros vinculados à Subprefeitura de M’Boi Mirim, na periferia da zona sul da cidade, seguiram em romaria para o Parque Ecológico Guarapiranga. No fim da manhã de hoje (5), eles promoveram uma missa campal e fizeram a 11ª edição do abraço simbólico da represa existente no local, um dos mananciais de abastecimento de água à população.

Sob o tema “Água limpa e saneamento é saúde. Exija, pratique!”, o evento teve o apoio da prefeitura. Além dos moradores da região, o ato reuniu representares de organizações não governamentais (ONGs), de movimentos sociais e escoteiros.

O abraço simbólico ocorre desde 2006, ano em que a represa do Guarapiranga completou 100 anos. Por causa do tempo chuvoso, o ato ocorreu a cerca de 500 metros da represa. Em panfleto distribuído no local, os organizadores justificaram que o evento “é um ato de indignação e alerta pelos descuidos dos governos com a preservação dos mananciais”. Eles citaram ainda o tema da Campanha da Fraternidade deste ano: “Meio Ambiente Artificial Urbano – Nossa Casa Comum”.

Os participantes do ato distribuíram 500 mudas de alface e plantaram uma árvore nativa. Em uma tenda da ONG Coletivo Dedoverde, que atua com o Instituto Meio Ambiente Artificial Sustentável (Imaasus), os presentes receberam orientações sobre condutas no descarte de alimentos.

Para alertar sobre medidas para evitar o aumento de populações de animais nocivos à saúde, foram distribuídos exemplares de ratos empalhados ou armazenados em vidros em meio a líquidos de conservação. Algumas espécies de aranhas e escorpiões também foram entregues.

A ONG e o Imaasus desenvolvem o Projeto Óleo Mania, que visa coletar 1 milhão de litros de óleo de fritura usado nas periferias. Segundo Renato Rocha de Lima, do Coletivo Dedoverde, o óleo usado virou uma espécie de moeda de troca para promover ações sociais.

O produto coletado é vendido para uma empresa do setor de biodiesel e parte do dinheiro retorna em benefícios às comunidades da região. “A cada litro vendido, destinamos R$ 0,30 para um fundo social “, explicou Lima.