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caso mariana

Ibama calcula prazo de dez anos para recuperar o Rio Doce

Lama com rejeitos de minérios da Samarco percorreu mais de 660 quilômetros pelo Rio Doce devastando cerca de 1.500 hectares de terras, incluindo áreas de preservação permanente
por Redação RBA publicado 04/12/2015 13h09, última modificação 04/12/2015 15h53
Lama com rejeitos de minérios da Samarco percorreu mais de 660 quilômetros pelo Rio Doce devastando cerca de 1.500 hectares de terras, incluindo áreas de preservação permanente
Fred Loureiro/Secom-ES
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Nos próximos dias, uma nova multa deve ser aplicada à Samarco por danos às áreas de preservação permanente

São Paulo – Após laudo preliminar, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) calcula que serão necessários mais dez anos de ações de reparação ao Rio Doce, depois do rompimento da barragem da mineradora Samarco em Mariana (MG), no mês passado.

Segundo o Ibama, a lama com rejeitos de minérios percorreu mais de 660 quilômetros pelo Rio Doce e devastados cerca de 1.500 hectares de terras, incluindo áreas de preservação permanente.

Em entrevista à TVT, a presidenta do Ibama, Marilene Ramos, afirma que houve um extermínio da biodiversidade dos rios da bacia do Rio Doce. “O efeito é intenso sob os rios. Houve o extermínio de toda a biodiversidade aquática. Pelo soterramento de todos os seres vivos que tínhamos. Em outras áreas, onde não há tanta sedimentação, mas os níveis de turbidez alcançados tornaram impossível a sobrevivência de todas as espécies que tinham.”

Até o momento, o Ibama já aplicou cinco multas à Samarco, cada uma no valor de R$ 50 milhões, o máximo previsto na lei de crimes ambientais. Nos próximos dias, uma nova multa deve ser aplicada por danos às áreas de preservação permanente. “À medida que novos impactos estão sendo contatados e os laudos estão ficando prontos, vão ser aplicadas novas multas.”

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