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Governo Alckmin começa obras na Billings sem os devidos estudos ambientais

Ambientalistas temem que principal obra para conter a crise hídrica na capital possa provocar impactos irreparáveis à região do ABC paulista
por Redação RBA publicado 03/06/2015 09h42, última modificação 03/06/2015 10h21
Ambientalistas temem que principal obra para conter a crise hídrica na capital possa provocar impactos irreparáveis à região do ABC paulista
reprodução/TVT
Billings

Ambientalistas acusam falta de discussão pública na implementação das obras de interligação da represa Billings

São Paulo – Das sete obras prometidas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) para evitar o colapso no abastecimento de água, até agora apenas uma avançou: a interligação de uma parte limpa da represa Billings ao Alto Tietê. Considerada pelo governo estadual como uma das principais medidas para evitar o racionamento, a obra preocupa ambientalistas, pois foi iniciada sem que fosse feito o relatório de impactos ambientais.

O ambientalista José Soares da Silva aponta que, nesse relatório, deveriam constar informações detalhadas sobre a retirada de água e os consequentes impactos sobre o sistema hídrico, bem como sobre a flora e a fauna da região. "Não sei como a Cetesb conseguiu dar essa licença", indaga o ambientalista.

Na região, a Sabesp está construindo uma estação elevatória que vai levar água do sistema Rio Grande para o Alto Tietê, que está quase seco. Para acomodar as tubulações e as bombas, foram aterrados 50 metros desse braço da represa Billings, onde é feita a captação de água que abastece dois milhões de pessoas em Diadema, São Bernardo do Campo, Santo André e parte da capital paulista.

Em meses de chuva, a vazão do rio é de 8 mil litros de água por segundo. O governo pretende retirar a metade disso para levar para outras regiões.

Cesar Pegoraro, da SOS Mata Atlântica, afirma que as obras estão sendo tocadas sem a devida discussão exigida: "A gente não teve nenhuma discussão pública, nenhuma audiência pública, para que isso fosse apresentado e discutido. É uma obra que está se justificando pela questão do abastecimento, mas ela não pode ser tocada de qualquer forma".

Para tentar interromper as obras, cinco vereadores de Rio Grande da Serra vão denunciar o caso ao Ministério Público. "A nossa principal riqueza, que é a água, nós a estamos perdendo", diz o vereador Cleson Sousa (PT).

"Essa obra pode significar perdas de água, no futuro, se a gente não entender direito o que ela significa." alerta Cesar Pegoraro, da SOS Mata Atlântica.

Em nota, a Cetesb afirmou que emitiu a licença prévia e de instalação para as obras no braço Rio Grande, na represa Billings e que o processo está regular, mas admitiu que ainda falta a licença de operação.

Confira a reportagem completa de Vanessa Nakasato para o Seu Jornal, da TVT: