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Seca em SP

Ativistas cobram veto do governador à medida que reduz proteção dos mananciais

Projeto de lei aprovado pelos deputados estaduais prevê diminuição de áreas de preservação permanente, o que deve levar ao agravamento da crise hídrica
por Redação da RBA publicado 07/01/2015 14h11
Projeto de lei aprovado pelos deputados estaduais prevê diminuição de áreas de preservação permanente, o que deve levar ao agravamento da crise hídrica
Marcos Santos/USP Imagens
mata ciliar

Retirada de cobertura vegetal às margens dos rios causa erosão e assoreamento, comprometendo mananciais

São Paulo – Deputados paulistas aprovaram, em dezembro do ano passado, projeto de lei que prevê a diminuição das áreas de preservação permanente (APPs). Entidades que lutam pela defesa do meio ambiente alertam para a relação direta do desmatamento com a seca dos mananciais e cobram veto do governador Geraldo Alckmin (PSDB).

"Diminuindo a faixa de proteção de 30 metros, em alguns casos, para 15 metros em torno de nascentes e rios que formam os reservatórios, a gente vai agravar a escassez de água e o assoreamento de rios", alerta Malu Ribeiro, coordenadora da Rede das águas da SOS Mata Atlântica, em entrevista hoje (7) à Rádio Brasil Atual.

Com a retirada da cobertura vegetal nas margens de rios, quando da ocorrência de temporais, partículas do solo são carreadas para o leito dos rios, o que gera assoreamento e reduz a vida útil dos mesmos. "Estamos na contramão da história. É preciso que o governador olhe para isso e não permita esse retrocesso", apela Malu.

A especialista diz que para evitar o colapso total dos mananciais é preciso atentar a três fatores que agravam a seca: "Combater o desmatamento, combater a ocupação irregular em áreas de mananciais e fundos de vale e a poluição. Na medida em que a gente avançar na despoluição dos rios, parar de agredir, a gente passa novamente a ter águas disponíveis de rios que, hoje, estão indisponíveis para uso, como é o caso do Tietê".

Ouça a reportagem completa da Rádio Brasil Atual: