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Químicos protestam contra fim das sacolinhas nesta terça

por Cida de Oliveira, RBA publicado 20/01/2012 19h37, última modificação 24/01/2012 09h48

São Paulo – O Sindicato dos Químicos e Plásticos de São Paulo vai protestar nesta terça-feira (24) contra o acordo entre o governador Geraldo Alckmin (PSDB), o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e a Associação Paulista de Supermercados (Apas), que entra em vigor na quarta (25). Pelo acerto, os varejistas deixam de oferecer gratuitamente as sacolinhas plásticas e começariam a cobrar pela venda de sacolas tidas como ecológicas. Os atos deverão ocorrer na frente de grandes supermercados na capital paulista. 

O coordenador da secretaria de Saúde e Meio Ambiente do sindicato, Lourival Batista Pereira, afirmou que o objetivo é chamar a atenção da população para o acordo, que trará mais benefícios aos envolvidos do que ao meio ambiente. Segundo ele, as novas sacolas deverão custar R$ 0,22 aos consumidores e R$ 0,03 aos supermercadistas, o que revela o grande lucro das empresas. Lourival entende que outras embalagens, como as de óleo, principalmente lubrificantes, são muito mais nocivas ao meio ambiente e nem por isso estão no centro de políticas de restrição de uso. 

Pereira destaca ainda que o acordo para redução das sacolinhas é desnecessário. "Em 2014 entra em vigor a lei dos resíduos sólidos, que vai disciplinar inclusive a questão das embalagens." 

Um estudo da Agência Ambiental Britânica, divulgado recentemente, aponta que o PEAD (Polietileno de Alta Densidade), utilizado para fabricar as sacolas plásticas, é 200 vezes menos nocivo ao meio ambiente do que as matérias-primas utilizadas na fabricação das ecobags.