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Polícia Militar apreende 200 toneladas de madeira ilegal da Amazônia em São Paulo

Essa operação faz parte do projeto São Paulo Amigo da Amazônia, que fiscaliza pátios de empresas madeireiras e estradas desde 2007
por Ivy Farias publicado 17/07/2009 16h09, última modificação 17/07/2009 16h10
Essa operação faz parte do projeto São Paulo Amigo da Amazônia, que fiscaliza pátios de empresas madeireiras e estradas desde 2007

São Paulo - A Polícia Militar de São Paulo apreendeu até o início da tarde dessa sexta-feira (17) cerca de 200 toneladas de madeira ilegal da Amazônia. Chamada de Xilema (nome dado ao transporte de água e sais minerais dentro da árvore), a operação também multou empresas e caminhoneiros em R$ 225,7 mil desde ontem, quando a ação começou.

A operação aconteceu mas rodovias que cruzam cinco cidades paulistas: Presidente Epitácio, Castilho, Rubinéia, Colômbia e Icem, todas rotas de transporte da madeira, que passa pelos estados de Mato Grosso e de Minas Gerais. Pátios das cidades de Araçatuba, região do ABC paulista, Campinas, Presidente Epitácio, São José dos Campos e Taubaté também foram fiscalizados.  

A operação faz parte do projeto São Paulo Amigo da Amazônia, que realiza ações de fiscalização em pátios de empresas madereiras e em estradas desde 2007. Segundo o capitão Marcelo Robis, responsável pela operação, 143 políciais militares intensificaram as ações de fiscalização desde ontem comparando o Documento de Origem Florestal (DOF), que foi declarado online, com a madeira encontrada.

Para ter certeza de que a madeira declarada é a mesma encontrada, os policiais analisaram, com a ajuda de um microscópio, as amostras de madeira. "O microscópio tira a foto e nós enviamos a por e-mail para o departamento técnico, que compara a foto e produz um laudo em aproximadamente 30 minutos", explicou o capitão.

Graças à tecnologia, os policiais apreenderam na cidade de Colômbia um caminhão, cujo motorista afirmou que transportava dois tipos de madeira quando, na verdade, transportava quatro. Segundo o capitão Robis, estudos da Fundação Getulio Vargas apontam que 70% da madeira extraída da Amazônia vai para o estado de São Paulo. "Deste percentual, estima-se que 30% sejam ilegais", afirmou. Entre os tipos de madeira mais apreendidas, estão a cambará, angelim, cumaru e garapeira. 

Fonte: Agência Brasil

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