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Brasil se apronta para devolver lixo inglês e multa empresas

Cerca de 1.600 toneladas de dejetos, incluindo banheiros químicos, estão em 89 contêineres nos portos de Rio Grande e Santos
por Reuters publicado 20/07/2009 17h57, última modificação 20/07/2009 17h00 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved
Cerca de 1.600 toneladas de dejetos, incluindo banheiros químicos, estão em 89 contêineres nos portos de Rio Grande e Santos

Alguns dos contêineres cheios de lixo estão atracados nos portos desde novembro (Foto: Claus Bunks/Afrobrasil)

São Paulo - O Brasil vai enviar de volta à Inglaterra 89 contêineres de navio repletos de lixo, putrefato e infestado por larvas, e aplicou multas no valor de cerca de 800 mil reais a três empresas brasileiras que o importaram, anunciou o governo nesta segunda-feira (20).

Cerca de 1.600 toneladas de dejetos, incluindo banheiros químicos, fraldas sujas, seringas, camisinhas e TVs e computadores velhos, estão em contêineres nos portos de Rio Grande (RS) e Santos (SP), depois de serem enviados desde a Grã-Bretanha com a declaração falsa de que seriam um carregamento de plásticos.

O Brasil multou as três companhias que importaram o lixo - a Stefenon Estratégia e Marketing, a Bes Assessoria e Comércio Exterior e a Alphatec -, informou o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), dizendo ainda que as empresas terão que pagar pelo transporte do lixo de volta à Inglaterra.

"Se não enviarem o lixo de volta, serão multadas (um valor diário) até isso se resolver", disse Ingrid Oberg, chefe regional do Ibama em Santos. A multa diária será somada às multas fixas que o governo já aplicou às empresas.

Alguns dos contêineres cheios de lixo estão atracados nos portos desde novembro.
Houve confusão em relação a quem pagará a conta pela devolução do lixo.

A Agência do Meio Ambiente britânica disse que a empresa que exportou o lixo ao Brasil também terá que repatriá-lo às suas próprias custas.

Ingrid Oberg disse que as empresas brasileiras, sediadas no Rio Grande do Sul, mostraram disposição em cooperar.

As empresas, que disseram estar esperando carregamentos de plástico, poderão contestar as multas se conseguirem provar que não tinham conhecimento de estarem importando lixo potencialmente prejudicial ao meio ambiente e à saúde pública.

As autoridades britânicas também estão investigando como o lixo acabou sendo exportado.

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