Você está aqui: Página Inicial / Ambiente / 2009 / 06 / Potências consideram reduzir à metade CO2 do mundo

Potências consideram reduzir à metade CO2 do mundo

por Alister Doyle publicado 25/06/2009 16h55, última modificação 25/06/2009 16h55 © 2009 Thomson Reuters. All rights reserved.

Oslo - Grandes potências econômicas, como Estados Unidos e China, estão avaliando a possibilidade de estabelecer como meta reduzir à metade as emissões de gases causadores do efeito estufa até 2050 quando se encontrarem numa cúpula na Itália no mês que vem, indicou um documento preliminar.

O texto diz que o Fórum das Maiores Economias (MEF, na sigla em inglês), que conta com 17 membros, tentará dobrar os investimentos públicos em tecnologia de baixo carbono até 2015 e incrementar o financiamento para combater o aquecimento global, tanto por fontes públicas e privadas, como pelos mercados de carbono.

O projeto foi proposto pelos EUA e pelo México durante discussões no México esta semana, sem que se chegasse a um acordo antes da cúpula do MEF em 9 de julho. O presidente dos EUA, Barack Obama, lançou o MEF para ajudar na negociação de um novo pacto climático da Organização das Nações Unidas (ONU) esperado para dezembro.

"Apoiamos uma meta global de reduzir as emissões globais em 50% até 2050, com os países desenvolvidos reduzindo as emissões em ao menos 80% até 2050", diz a versão preliminar do projeto, obtido pela Reuters e datado de 22 de junho.

No ano passado, os países industrializados do Grupo dos Oito concordaram em uma cúpula no Japão com a "perspectiva" de reduzir à metade os gases-estufa mundiais até 2050 para ajudar a evitar mais secas, enchentes, ondas de calor e o aumento no nível dos oceanos.

Países em desenvolvimento, incluindo China, Índia e Brasil, não aprovaram essa meta para 2050 no Japão, argumentando que os ricos tinham que, primeiro, estabelecer metas rigorosas até 2020 para si. A cúpula do MEF ocorrerá em paralelo à cúpula do G8 deste ano na Itália.

A declaração preliminar de duas páginas não estabelece metas claras, mas diz que os países desenvolvidos, incluindo os EUA, a União Europeia e o Japão, iriam "responsabilizar-se por robustas reduções individuais e agregadas no intervalo de tempo até 2020."

Países em desenvolvimento como a China e a Índia dizem que os ricos deveriam cortar as emissões em "ao menos 40 por cento" abaixo dos níveis de 1990 até 2020 -- meta que, segundo os países desenvolvidos, está fora de alcance enquanto eles tentam estimular as economias atingidas pela recessão.

E o texto diz que os países em desenvolvimento tomariam medidas até 2020 para garantir uma "distância significativa dos negócios de costume" a fim de reduzir as emissões crescentes, principalmente pela queima de combustíveis fósseis.

O documento também chega perto de estabelecer um ano de pico para as emissões globais. "O ponto máximo das emissões globais e nacionais deve ocorrer o mais rápido possível, reconhecendo que o cronograma para que se atinja o ponto máximo será mais longo nos países em desenvolvimento."

Os 17 membros do MEF são responsáveis por 80% das emissões globais.

Fonte: Reuters

registrado em: ,