Você está aqui: Página Inicial / Ambiente / 2009 / 06 / Copa do Mundo: de olho em torneio "verde", estádios podem usar energia solar

Copa do Mundo: de olho em torneio "verde", estádios podem usar energia solar

Instituto que defende esse tipo de energia nos estádios quer conversar com os responsáveis pelas arenas em cada cidade
por João Peres, da RBA publicado 01/06/2009 18h20, última modificação 02/06/2009 10h05
Instituto que defende esse tipo de energia nos estádios quer conversar com os responsáveis pelas arenas em cada cidade

Simulação do Instituto Ideal de como ficaria a cobertura do Maracanã com os módulos fotovoltaicos (Foto: divulgação)

As conversas com Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia para que os estádios contem na Copa de 2014 com energia “limpa” estão adiantadas, de acordo com Mauro Passos, presidente do Instituto Ideal. A entidade tem colaboração da Universidade Federal de Santa Catarina, que realizou estudos sobre os 17 estádios que se candidataram a receber a Copa do Mundo. Agora, definidos os 12 que de fato sediarão o torneio, começa o trabalho de convencimento.
A “encrenca” é grande, já que em cada lugar há um tipo de negociação: proprietários privados, administradores públicos, Parceria Público-Privada. Mauro Passos aponta que o Instituto Ideal já tem os estudos mostrando que o projeto é viável e, mais do que isso, há quem queira investir. No caso do Maracanã, por exemplo, o custo estimado máximo é de R$ 43 milhões para atender a 72% da demanda anual do estádio por energia. Há cidades em que haveria um excedente de energia que poderia abastecer residências ou estabelecimentos comerciais, gerando receita para os clubes ou para os proprietários.

Leia também:

>> Lula afirma que Brasil dá lições ao mundo no combate ao desmatamento

Ainda que reconhecendo que a energia solar é mais cara que a elétrica, o engenheiro lembra que, nos últimos anos, vem havendo um barateamento do processo e a projeção é de que, até o torneio, já será financeiramente competitiva a geração a partir do Sol.
Mauro Passos destaca que a “mini-usina” criada em cada estádio ficaria, na maior parte das vezes, na cobertura e que não há necessidade de alterações arquitetônicas. Além disso, por mais que a Copa ocorra durante o inverno em boa parte do Brasil, a ocorrência de luz não deve ser um problema pelos sistemas de acumulação e de baterias previstos no projeto.
Para ele, o argumento de uma “Copa Verde” é um grande facilitador das conversas: “a questão ambiental e as variações climáticas estão na pauta globalizada com cada vez mais identidade. Não considerar essa questão para um torneio que será em 2014 seria um grande equívoco”.
O presidente do Instituto Ideal participa nesta terça-feira (02) de uma audiência na Comissão Permanente sobre Mudanças Climáticas do Congresso. Os ministros do Meio Ambiente, Carlos Minc, e dos Esportes, Orlando Silva, devem receber cópias do relatório elaborado pela entidade.

registrado em: