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Em São Paulo

Metalúrgicos abrem campanha: 'Não vamos engolir o sapo da Fiesp'

Categoria tem como um dos principais itens a preservação dos direitos da convenção coletiva, além de ganho real de salário
por Redação RBA publicado 10/07/2018 13h33, última modificação 10/07/2018 13h33
Categoria tem como um dos principais itens a preservação dos direitos da convenção coletiva, além de ganho real de salário
Adonis Guerra/SMABC
metalúrgicos

Luizão, da FEM-CUT: manutenção das cláusulas sociais da convenção coletiva representam resistência dos trabalhadores

São Paulo – Sindicatos de metalúrgicos ligados à CUT no estado de São Paulo deram os primeiros passos da campanha salarial, aprovando os principais temas a serem levados à mesa de negociação. Segundo o presidente da FEM-CUT, federação estadual da categoria, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, o primeiro eixo da campanha é a preservação dos direitos. "As cláusulas sociais são a resistência em defesa das conquistas para impedir a reforma trabalhista."

Outros eixos incluem democracia, emprego e aumento real (acima da inflação). "A FEM-CUT, se tiver o apoio da categoria, só vai assinar acordo que tenha aumento real", diz Luizão. 

É um momento desfavorável aos trabalhadores, lembra o secretário-geral do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Aroaldo Oliveira da Silva. "Precisamos reverter o quadro e defender a convenção (coletiva). Antes tinha a ultratividade, se as partes não entrassem em acordo, o antigo continuaria a valer. Hoje as cláusulas sociais têm a mesma importância que as econômicas."

Um dos coordenadores regionais do sindicato, Marcos Paulo Lourenço, o Marquinhos, lembra da Federação das Indústrias do Estado, que teve papel ativo no impeachment e na aprovação da reforma: "Querem que a gente engula o sapo da Fiesp, mas não vamos engolir".

As negociações com os diversos grupos patronais estão em andamento. Alguns desses blocos empresariais propõem retirada de direitos. A campanha não inclui as montadoras, que têm acordos específicos. A data-base da categoria é 1º de setembro. A FEM reúne 14 sindicatos no estado.

Os metalúrgicos ligados à Força Sindical, incluindo o sindicato da capital paulista, têm data-base em novembro.

Com informações do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e da FEM-CUT