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Ação no ABC faz ponte entre trabalhadores com deficiência e empresas

Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Bernardo do Campo e Instituto Amankay cadastram trabalhadores para preencher postos de trabalho em empresas, que alegam baixa procura
por Redação RBA publicado 07/06/2018 16h03, última modificação 08/06/2018 10h24
Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Bernardo do Campo e Instituto Amankay cadastram trabalhadores para preencher postos de trabalho em empresas, que alegam baixa procura
reprodução/tvt
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A lei de cotas prevê a contratação de 2% a 5% do quadro de funcionários nas condições descritas. Número atual é de 1%

São Paulo – O Ministério Público do Trabalho (MPT) de São Bernardo do Campo, em parceria com o Instituto de Pesquisas Amankay, começa neste sábado (9) a atuar em um projeto para empregar pessoas com deficiência ou reabilitadas na região do ABC paulista. A ideia, intitulada Acessa ABC, é fazer uma ponte entre os interessados e os empresários. “Muitas empresas alegam que não acham as pessoas que querem trabalhar. O que queremos fazer é a inclusão efetiva”, afirma a procuradora do Trabalho Sofia Vilela à TVT

A procuradora argumenta que existem muitas pessoas com deficiência desempregadas e que as empresas não estão cumprindo a cota de empregabilidade estabelecida por lei. “Dados do Ministério do Trabalho informam que há uma defasagem grande dessas contratações. Há pessoas, mas a lei de cotas não está totalmente cumprida. Temos cerca de 300 empresas da região que não cumprem a cota”, comentou Sofia.

É o caso de José Gilvan Viana, desempregado há cinco meses, morador de Diadema. Ele considera a iniciativa válida e que poderá conseguir posição no mercado de trabalho a partir dela. “Parece que tem envolvimento de promotores agora, acho bem válido. Muitas vezes as empresas se escondem como não tem muita fiscalização. Elas conseguem se omitir de contratar. Mas no caso, se tem promotores nessa ação, pode ser positivo”, afirma.

A lei de cotas prevê a contratação de 2% a 5% do quadro de funcionários nas condições descritas. Efetivamente, esse número beira 1%. A expectativa é que com o cadastro desse efetivo profissional, aumente essa porcentagem. De acordo com dados do IBGE, em todo o país são cerca de 45 milhões de pessoas nessas condições.

Para participar do projeto, o trabalhador deve residir na região ou próximo e querer trabalhar em um grupo de sete cidades, como explica a diretora do Instituto Amankay, Marta Gil. “Esse projeto visa cadastrar pessoas com deficiência e pessoas reabilitadas do ABCD, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra. Também pode ser gente que more próximo, mas que venha trabalhar aqui. As vagas estão aqui nestes sete municípios.”

A primeira rodada de credenciamento dos trabalhadores será realizada no sábado e a segunda, na terça-feira (12). O interessado que quiser mais informações sobre o cadastro pode encaminhar e-mail para [email protected] ou entrar em contato pelo WhattsApp do instituto: (11) 95890-8129.