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Paralisações

Greve dos petroleiros é em defesa da Petrobras, afirmam centrais

Para sindicalistas, Petrobras tem papel estratégico na economia. Eles criticaram "inabilidade, insensibilidade e incapacidade" do governo durante o movimento dos caminhoneiros
por Redação RBA publicado 29/05/2018 14h55, última modificação 30/05/2018 06h09
Para sindicalistas, Petrobras tem papel estratégico na economia. Eles criticaram "inabilidade, insensibilidade e incapacidade" do governo durante o movimento dos caminhoneiros
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Reunião de dirigentes das centrais, hoje: é preciso desenvolver o papel estratégico das empresas públicas

São Paulo – Representantes de centrais sindicais divulgaram nesta terça-feira (29) nota de apoio aos petroleiros, que decidiram realizar greve durante 72 horas a partir da zero hora de amanhã. "Entendemos que as reivindicações dos petroleiros são justas e apontam para a necessidade de protegermos a Petrobras da especulação financeira e da venda para multinacionais", afirmam os dirigentes, que se reuniram na sede da Força Sindical, em São Paulo.

"A Petrobras é uma das mais importantes empresas dos brasileiros, com um incomensurável papel na economia do País, considerando-se tanto na área de investimentos como no processo de valor dos combustíveis. É importante proteger e desenvolver o papel estratégico das empresas públicas (Petrobras, sistema Eletrobras e bancos públicos, entre outros) para a promoção dos desenvolvimentos econômico e social", acrescentam os sindicalistas. A nota é assinada pelos presidentes de seis centrais: Vagner Freitas (CUT), Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (Força), Ricardo Patah (UGT), Adilson Araújo (CTB), José Calixto Ramos (Nova Central) e Antonio Neto (CSB).

Eles também criticaram o comportamento do governo Temer durante o movimento dos caminhoneiros. Segundo os dirigentes, o Executivo demonstrou "inabilidade política, insensibilidade social e incapacidade de realizar uma negociação adequada, como o momento exigia". 

O impasse, afirmam, é resultado de uma política de "desmonte" do movimento sindical, incentivada pelo governo. "Reflexo da nefasta reforma trabalhista, o desmonte sindical levou ao impasse e à perda de credibilidade na negociação, visto que o governo buscou, de forma atrapalhada, uma negociação fragmentada." Com essa fragmentação, acrescentam as centrais, "o governo sofreu os danos de não encontrar, no outro lado da mesa de negociação, entidades fortes, representativas e com lideranças centralizadas para negociar as verdadeiras demandas da categoria". 

Os sindicalistas lembraram que na semana que vem apresentarão uma "agenda prioritária da classe trabalhadora", com pautas para serem debatidas durante o processo eleitoral. Essas reivindicações serão divulgadas em ato na próxima quarta-feira (6), no Sindicato dos Químicos de São Paulo.