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Novo programa de demissão serve para manchar imagem da Caixa, critica sindicato

Em menos de um ano, governo Temer lança terceiro PDV na estatal, que tem como meta a demissão de 10 mil funcionários
por Redação RBA publicado 31/01/2018 11h15, última modificação 31/01/2018 11h37
Em menos de um ano, governo Temer lança terceiro PDV na estatal, que tem como meta a demissão de 10 mil funcionários
José Cruz/Arquivo Agência Brasil
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Com as demissões no ano passado, foi identificado pelo sindicato uma série de transtornos aos usuários da Caixa

São Paulo – A Caixa Econômica Federal lança amanhã (1º) mais um programa de demissão voluntária (PDV), tentando reduzir o quadro de empregados do banco estatal. Em 2017, dois planos foram colocados em prática, mas não atingiram a meta estabelecida pelo Palácio do Planalto. Sindicatos da categoria bancária e representações dos trabalhadores criticam a ação e denunciam que o objetivo é enfraquecer a estatal.

Em março do ano passado, foram 4.600 adesões, e mais 2.600 em agosto. O número total de empregados que deixaram o banco frustrou o governo Temer, que tinha a meta de 10 mil demissões. Com o terceiro PDV em menos de um ano, o governo tenta mais uma vez alcançar o objetivo.

As saídas no ano passado criaram uma série de transtornos aos usuários da Caixa, identificadas pelos sindicatos e entidades dos empregados, como aumento no tempo de espera para acesso aos serviços do banco e, principalmente, "manchar a imagem" da instituição para justificar sua privatização.

"O fechamento de agências e postos de trabalho, os programas sociais sendo sucateados para que os bancos privados possam tomar conta disso. É uma estratégia ampla para tirar, por exemplo, o Fundo de Garantia e o Programa de Integração Social (PIS) da Caixa", critica o presidente do Sindicato dos Bancários de Brasília, Eduardo Araújo, em entrevista ao repórter Uélson Kalinovski, da TVT.

"No dia 15 faremos uma assembleia para defender o patrimônio público e lutar contra a reforma da Previdência. Se não fizermos nada, vão entregar tudo", acrescenta Araújo, acenando com possibilidade de os empregados irem à greve para defender a manutenção da Caixa como banco público.

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