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Se perderem direitos, petroleiros vão à greve. Petrobras prorroga acordo coletivo

Todas as bases de terra e 43 unidades marítimas da estatal na Bacia de Campos aprovaram o indicativo de greve no caso de perda de direitos
por Redação RBA publicado 28/11/2017 17h43, última modificação 28/11/2017 18h34
Todas as bases de terra e 43 unidades marítimas da estatal na Bacia de Campos aprovaram o indicativo de greve no caso de perda de direitos
Divulgação/SindipetroNF
Petroleiros

Petroleiros farão mobilização no próximo dia 30 de novembro, contra possível perda de direitos

São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) apresentou na segunda-feira (27) o resultado das assembleias da categoria à Petrobras. Os trabalhadores aprovaram como exigência a renovação do acordo coletivo (ACT) e, como ponto inegociável, sem nenhuma perda de direito. Todas as bases de terra e 43 unidades marítimas da estatal na Bacia de Campos aprovaram o indicativo de greve por tempo indeterminado se houver perda de direitos.

Segundo a assessoria de Comunicação do Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense (Sindipetro-NF), não há data definida para uma possível greve. Os petroleiros aprovaram o indicativo de paralisação por tempo indeterminado com mais de 90% de aceitação no caso de a Petrobras “desmontar” o ACT.

De acordo com a FUP, nesta terça-feira (28) a estatal comunicou oficialmente a prorrogação do acordo coletivo até 31 de dezembro. “Mais do que nunca, é fundamental que os petroleiros participem ativamente das mobilizações do dia 30 de novembro (quinta-feira), aumentando a pressão sobre os gestores da Petrobras”, diz a entidade em nota.

Para a próxima quinta-feira (30) está programada uma série de atos e manifestações da categoria em sindicatos e áreas de operação contra a possibilidade de perderem direitos. “A disposição de luta dos trabalhadores é que apontará o tamanho do acordo coletivo. Para preservar na íntegra as conquistas da categoria é preciso que os petroleiros deixem claro que, com retirada de direitos, não há acordo”, afirma a FUP.

Tezeu Bezerra, coordenador do Sindipetro-NF, afirmou que a categoria “não ficará de joelhos para esses golpistas que além de querer vender e fatiar a nossa empresa, tentam acabar com a nossa soberania mudando as leis e fazendo esses leilões em um momento totalmente desfavorável para a empresa e o país". 

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