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Trabalhadores da Caixa fazem atos nesta quarta contra desmonte do banco

Fenae explica que ação do governo não afeta só os bancários, mas toda a população, por causa do fim dos investimentos na área de habitação e renda
por Redação RBA publicado 23/08/2017 14h51, última modificação 23/08/2017 14h55
Fenae explica que ação do governo não afeta só os bancários, mas toda a população, por causa do fim dos investimentos na área de habitação e renda
SP BANCÁRIOS
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Durante os atos, são colhidos apoios em um abaixo-assinado contra o fechamento de agências

São Paulo – Em defesa dos bancos públicos, trabalhadores da Caixa Econômica Federal realizaram, nessa quarta-feira (23), atos nas agências do banco pelo país. De acordo com a Federação Nacional das Associações do Pessoal da Caixa (Fenae), decisões políticas do governo Temer levarão ao desmonte da instituição e acarretarão no fim de seu papel social. "Ele está reduzindo os investimentos na construção de moradias e a capacidade de atendimento pessoal à população", denuncia a organização.

Por meio de nota, a federação explica que a medida não afeta só os trabalhadores, mas toda a população. "Em mais de 150 anos de existência o banco financiou a habitação, obras de infraestrutura, projetos de geração de renda, políticas sociais, além de oferecer crédito com juros mais baixos. Não podemos aceitar que o governo restrinja a atuação da empresa privilegiando interesses privados", diz o presidente da Fenae, Jair Pedro Ferreira.

A carta aberta informa ainda que a Caixa tem reduzido o percentual dos empréstimos para a compra da casa própria e no programa Minha Casa, Minha Vida. “Isso faz com que somente pessoas que tenham uma boa parte do valor do imóvel tenham acesso aos financiamentos. Pessoas que ganham pouco e não têm recursos próprios são impedidas de comprar a casa própria”, alerta o coordenador da CEE/Caixa e diretor da Fenae, Dionísio Reis.

Um abaixo-assinado está sendo organizado pela entidade contra o fechamento de agências, pedindo a contratação de mais funcionários para melhorar o atendimento à população e reduzir o tempo de espera nas filas, além de mais investimentos em políticas sociais, como a construção de moradias, e em defesa dos bancos públicos e da Caixa 100% pública.

"Um banco público tem que contribuir para que o governo atenda a população em todas as cidades do país. Mas, é cada vez maior o número de bairros e municípios que não possuem nenhuma agência bancária. As pessoas precisam se deslocar até cidades, ou bairros vizinhos para encontrar uma agência bancária", diz Dionísio Reis.