Você está aqui: Página Inicial / Trabalho / 2017 / 06 / Direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC toma posse no domingo

Renovação

Direção do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC toma posse no domingo

Evento de posse acontece durante a tarde na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo. Wagner Santana será o 13º presidente da entidade criada em 1959
por Redação RBA publicado 17/06/2017 12h01, última modificação 17/06/2017 12h02
Evento de posse acontece durante a tarde na Estância Alto da Serra, em São Bernardo do Campo. Wagner Santana será o 13º presidente da entidade criada em 1959
Adonis Guerra/SMABC
SMABC

Rafael Marques passará o comando para Wagnão

São Paulo – A nova diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC tomará posse neste domingo (18), em evento marcado para as 12h, em São Bernardo do Campo. A entidade tem 232 diretores, eleitos nos 76 comitês sindicais de empresa e no comitê dos aposentados, em processo com duas fases. Na primeira, são escolhidos os integrantes dos comitês e na segunda, a direção executiva e o conselho fiscal. O sindicato representa 73 mil trabalhadores em quatro municípios da região (São Bernardo, Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra).

Trabalhador na Volkswagen de São Bernardo e eleito em abril com 94% dos votos válidos, Wagner Santana substituirá Rafael Marques, da Ford. Ele será o 13º presidente do sindicato, criado em 1959. Ainda sem o apelido Lula incorporado ao nome, Luiz Inácio da Silva dirigiu a entidade por dois mandatos, de 1975 a 1981.

De 1933 a 1959, havia apenas um sindicato de metalúrgicos na região do ABC, criado originalmente em Santo André. O desmembramento ocorreu, principalmente, com a chegada da indústria automobilística. Foram criados, então, o sindicato de São Bernardo/Diadema e o de São Caetano.

A posse terá atrações musicais e ato político. Em entrevista à RBA, Wagnão, como é conhecido, falou sobre o desafio de discutir a indústria do futuro e o combate às reformas do governo, entre outros temas. Para ele, a importância de se construir um projeto de nação para os próximos 30, 40 anos vai além da luta imediata para derrotar o governo Temer. "O que nós sabemos é que, se ele se mantiver, será um governo extremamente desgastado e que eu tenho dúvidas se terá condições de levar as reformas à frente. Isso necessariamente significará uma perda de apoio político a esse governo nessas castas que ele tentou proteger até agora."