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Suspensão de reformas permitirá ampliar debate com trabalhadores, diz Dieese

Após denúncias contra Temer, relatores paralisaram projetos no Congresso Nacional. Votação das reformas da Previdência e trabalhista seriam a fatura do apoio empresarial ao golpe, agora desmoralizado
por Redação RBA publicado 19/05/2017 12h38, última modificação 19/05/2017 12h47
Após denúncias contra Temer, relatores paralisaram projetos no Congresso Nacional. Votação das reformas da Previdência e trabalhista seriam a fatura do apoio empresarial ao golpe, agora desmoralizado
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Atuais mudanças previstas nas reformas trabalhista e da previdência são criticadas pelos movimentos sindicais

São Paulo – Para o diretor técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, a suspensão do calendário das reformas trabalhista e da previdência abre espaço para novos debates com os trabalhadores e movimentos sindicais, para que os parlamentares alterem pontos do projeto quando retormarem os trabalhos de análise e votação.

Ontem (18), os relatores Arthur Maia (PPS-BA), da reforma da Previdência, e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), da reforma trabalhista, anunciaram que a tramitação das propostas estão paralisadas, após a crise política instalada em Brasília, após as denúncias envolvendo o presidente, Michel Temer.

Segundo Clemente, as centrais sindicais tentarão apresentar suas propostas para as reformas. "Na trabalhista, elas querem que o projeto seja retirado seja, para que aconteça um debate com trabalhadores, empregadores e a Justiça do trabalho. Assim, a reforma pode ser um conjunto de mudanças, que fortaleça todas as partes."

Sobre as mudanças na Previdência, o diretor técnico do Dieese diz que o movimento sindical quer discutir o financiamento e as mudanças na gestão, como a revisão nas isenções para evitar as evasões e inadimplência. 

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