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Transporte

Metroviários: greve do dia 28 é início da retomada do processo democrático

Categoria em São Paulo confirma paralisação das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata e fará uma assembleia no dia 27 para organizar a paralisação, diz dirigente
por Redação RBA publicado 21/04/2017 12h36, última modificação 21/04/2017 12h36
Categoria em São Paulo confirma paralisação das linhas 1-Azul, 2-Verde, 3-Vermelha, 5-Lilás e 15-Prata e fará uma assembleia no dia 27 para organizar a paralisação, diz dirigente
Reprodução/Facebook Jornalistas Livres
Metroviários

Dirigente disse que Companhia do Metrô vai tentar viabilizar operações para desmoralizar movimento

São Paulo – O coordenador geral do Sindicato dos Metroviários de São Paulo, Wagner Fajardo Pereira, disse em entrevista ao Jornalistas Livres que a greve geral do dia 28 será o início de um processo de luta para “retomar o processo democrático do país”. Segundo ele, a greve “vai impulsionar novas lutas”. “Já tivemos vitórias no pouco que o governo recuou na reforma da Previdência.”

A categoria confirma que na próxima sexta-feira estarão paralisadas por 24 horas as linhas 1-Azul (Jabaquara-Tucuruvi), 2-Verde (Vila Madalena-Vila Prudente), 3-Vermelha (Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda), 5-Lilás (Capão Redondo-Adolfo Pinheiro) e 15-Prata (Vila Prudente-Oratório). Os metroviários farão assembleia no dia 27 para organizar a paralisação.

Fajardo explicou que a Linha 4-Amarela, por ser privatizada, não está no âmbito de atuação do sindicato. A ViaQuatro é responsável pela operação do ramal e seus trabalhadores são representados pelo Sindicato dos Empregados nas Empresas Concessionárias no Ramo de Rodovias e Estradas em Geral do Estado de São Paulo.

Respondendo a questões dos internautas, o sindicalista disse que a operação dos trens, que a Companhia do Metropolitano (Metrô) deve tentar viabilizar utilizando profissionais de outros setores que já trabalharam na condução dos veículos, não garante a segurança dos usuários.

“Não é seguro, porque não são operadores que operam todos os dias. Se tiver uma emergência, essas pessoas não vão saber como agir.” Segundo Fajardo, o intervalo de seis minutos entre os trens (quando o normal são três minutos) demonstra que a empresa sabe que a operação improvisada não é segura. “É para dizer que o Metrô está fazendo a parte dele e tentar desmoralizar a greve”, afirmou Fajardo.

Questionado sobre por que a categoria não desencadeia uma greve por mais tempo, ele respondeu que “construir 24 horas de luta será uma grande conquista”. A greve do dia 28 objetiva “garantir que amplos setores dos trabalhadores vão dizer ao governo que não querem a reforma trabalhista e a previdenciária”.

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