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Vale a pressão

Mesmo com propaganda e mídia enganosas, maioria é contra 'reforma' da Previdência

Confira quem são os 118 deputados que ainda se dizem a favor da PEC 287, que dificulta ou inviabiliza o acesso a aposentadorias. "Placar da Previdência" possibilita envio de mensagens a parlamentares
por Redação RBA publicado 26/04/2017 13h20, última modificação 26/04/2017 14h09
Confira quem são os 118 deputados que ainda se dizem a favor da PEC 287, que dificulta ou inviabiliza o acesso a aposentadorias. "Placar da Previdência" possibilita envio de mensagens a parlamentares
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Portal foi criado por jornalistas, ativistas digitais e hackers com entidades do movimento social e sindical

São Paulo – Para pressionar os parlamentares a votar contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287, de "reforma" da Previdência, foi lançado o Placar da PrevidênciaCriado por jornalistas, ativistas digitais, hackers com entidades do movimento social e sindical, a ferramenta possibilita o envio de mensagens para todos os e-mails e Twitter dos deputados indecisos e favoráveis à reforma, com o pedido para que o parlamentar vote contra mudanças nocivas à classe trabalhadora. Aos que se declararam contrários, mensagens de apoio também podem ser enviadas.

Neste momento (13h30 de quarta 26), 118 deputados se posicionam a favor da PEC 287, enquanto 261 se declaram contrários e 131, indecisos. São necessários 308 votos na Câmara para se aprovar uma emenda à Constituição.

De acordo com os produtores do site, em um momento de crise e alto índice de desemprego "não é hora de mudar as regras da previdência e somente com muita pressão nas redes e nas ruas a proposta do governo Temer será derrotada".

O mesmo tipo de recurso foi utilizado durante a votação do impeachment da ex-presidenta Dilma Rousseff. Entretanto, diferente da ocasião passada, já está consolidada na população a narrativa de que a mudança será nociva ao trabalhador, como apontam as últimas pesquisas.

Outra evidência da derrota de Temer com o projeto foram as peças publicitárias produzidas pelo governo que mentiam sobre o rombo da Previdência e chegaram a ter a veiculação proibida. Além disso, para passar o projeto no Congresso, o Planalto negocia cargos e verba publicitária em troca de apoio para aprovar o texto. Além disso, o governo conta com amplo apoio do noticiário distorcido e desequilibrado da imprensa comercial.