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Grupo anuncia fechamento de fábrica da Panex em São Bernardo

De acordo com a empresa, o fechamento se deve ao momento econômico do país. Trabalhadores afirmam que o sentimento é de surpresa e indignação
por Redação RBA publicado 17/02/2017 10h05, última modificação 20/02/2017 14h41
De acordo com a empresa, o fechamento se deve ao momento econômico do país. Trabalhadores afirmam que o sentimento é de surpresa e indignação
TVT/REPRODUÇÃO
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A empresa informa que a transferência terá início em julho e o encerramento em dezembro

São Paulo –  O Grupo SEB, consórcio francês detentor das marcas Arno, Panex e Rochedo, anunciou, ontem (16), o fechamento da fábrica em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, e a transferência da produção para a cidade de Itatiaia (RJ). Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, 300 funcionários deverão perder o emprego. Por meio de sua assessoria de imprensa, a empresa afirma que a medida afetará 200 trabalhadores.

De acordo com a empresa, o fechamento se deve ao momento econômico do país, a baixa produtividade e altos custos da operação. Em abril do ano passado, o grupo já havia transferido a fábrica que ficava no bairro da Mooca, na zona leste de São Paulo.

Segundo o diretor executivo do sindicato e trabalhador na Panex José Paulo da Silva Nogueira, o Zé Paulo, o sentimento dos trabalhadores foi de surpresa e indignação. "Estamos indignados com a forma como isso está acontecendo. São pais de família, trabalhadores com 20 ou até 30 anos de casa. Foram informados, dispensados do trabalho até segunda-feira (20) e orientados a deixar a fábrica pelos fundos, não poderiam sair pela porta que entraram. Não pode ser assim. Fomos até a fábrica, retornamos com os trabalhadores para dentro e decidimos iniciar um processo de luta", afirma.

Segundo a SEB, ter as duas fábricas no mesmo local vai otimizar as operações. No comunicado, a empresa informa que a transferência terá início em julho e o processo deverá estar concluído até dezembro. 

Após o anúncio, os trabalhadores decidiram iniciar uma vigília na porta da empresa, com o apoio do sindicato. A iniciativa, segundo Zé Paulo, tem como objetivo "mostrar a indignação em relação à atitude da empresa e pressionar pela garantia dos direitos dos companheiros". Em reunião realizada hoje (17), os trabalhadores resolveram, além da vigília, realizar assembleia na próxima segunda-feira (20), às 7h. O Sindicato dos Metalúrgicos informou que vai procurar autoridades em busca de apoio. "Vamos falar com prefeito, governo, com a matriz francesa, ou seja, vamos acionar todos os contatos possíveis que possam ajudar a reverter esse processo”, disse Zé Paulo.

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