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Negociação

Petrobras faz proposta 'final' de acordo, e petroleiros avaliam

Empresa ofereceu 8,57% de reajuste retroativo à data-base, em 1º de setembro. Sindicatos ligados à FUP vão se reunir para decidir se aprovam ou não
por Redação RBA publicado 18/01/2017 13h55
Empresa ofereceu 8,57% de reajuste retroativo à data-base, em 1º de setembro. Sindicatos ligados à FUP vão se reunir para decidir se aprovam ou não
Fernando Frazão/Agência Brasil
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Empresa apresentou proposta à FUP e vai se reunir à tarde com a FNP. Categoria tem data-base em setembro

São Paulo – A Petrobras apresentou hoje (18) o que diz ser "sua última proposta" para fechamento do acordo coletivo ainda referente a 2016. Na parte econômica, a empresa ofereceu 8,57% de reajuste no salário básico e na Remuneração Mínima por Nível e Regime, retroativo à data-base (1º de setembro). O índice fica pouco abaixo do IPCA acumulado em 12 meses, até agosto, de 8,97%. Esse percentual vale para aumento de benefícios educacionais e do Programa Jovem Universitário, neste mês.

A proposta anterior, que havia sido rejeitada, era de 6% no salário básico e na RMNR, retroativo a setembro, mais 2,8% a serem pagos em fevereiro, sem retroatividade. Agora, o Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros (FUP), que inclui os 13 sindicatos filiados, vai avaliar. A FUP se reuniu com representantes da Petrobras na manhã desta quarta-feira, no Rio de Janeiro. À tarde, será a vez da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), que tem cinco sindicatos na base. 

Em um dos itens criticados pelos sindicalistas, a Petrobras agora concorda em remeter a discussão para a Comissão Permanente de Regime de Trabalho, prevista no atual acordo coletivo. A empresa quer discutir parâmetros para implementação da redução da jornada (de oito para seis horas) e dos salários (25%), para empregados com horário flexível e que não recebem gratificação. A mesma comissão deverá discutir regras para pagamento de horas extras. Em ambos os casos, a discussão deve terminar em 31 de março.

Outro item que provocava divergência refere-se ao pagamento, que já havia sido acertado, de anuênio para funcionários da Araucária Nitrogenados, no Paraná. Segundo a Petrobras, o anuênio será implementado assim que o acordo for assinado.

O vale-refeição ou vale-alimentação passaria de R$ 1.003,64 para R$ 1.093,84, enquanto o auxílio-almoço iria de R$ 929,28 para R$ 1.008,92. Na proposta, a Petrobras propõe que, logo após a assinatura do acordo – na verdade, um aditivo à convenção 2015/2017 –, as partes se reunirão para discutir novos indicadores para a metodologia de cálculo da participação nos lucros ou resultados (PLR).

"Esta proposta traduz o empenho máximo da Companhia no sentido de atender aos pleitos dos empregados", diz documento assinado pela gerente de Recursos Humanos da Petrobras, Simone Porto Loureiro.