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FUP, diante de 'escalada neoliberal', quer prorrogar acordo até 2018

Ainda sem fechar a convenção de 2016, petroleiros reivindicam reposição da inflação pelos próximos dois anos
por Redação RBA publicado 05/01/2017 12h16
Ainda sem fechar a convenção de 2016, petroleiros reivindicam reposição da inflação pelos próximos dois anos

São Paulo – A Federação Única dos Petroleiros (FUP) reuniu-se hoje (5) pela manhã com representantes da Petrobras e apresentou um pedido de prorrogação do acordo coletivo da categoria até 31 de agosto do ano que vem, com reposição de perdas causadas pela inflação no período. "A escalada neoliberal instalada, que, entre outros ataques, vem para retirar direitos da classe trabalhadora, norteou a FUP a reivindicar a prorrogação", diz a entidade, que reuniu ontem seu Conselho Deliberativo, formado pela federação e os 13 sindicatos filiados. Segundo a FUP, a conjuntura política "foi ponto central" da avaliação.

Com data-base em 1º de setembro, os petroleiros ainda não fecharam o acordo de 2016. Em novembro, a Petrobras apresentou nova proposta, mantendo os 6% de reajuste no salário básico e na Remuneração Mínima por Nível e Regime (RMNR), retroativo a setembro, e acrescentando 2,8% a serem pagos em fevereiro, sem retroatividade. A nova proposta foi rejeitada na bases da FUP e também da Federação Nacional dos Petroleiros (FNP), com cinco sindicatos filiados.

Além da reivindicação de prorrogar o acordo por dois anos, a FUP insistiu no pagamento de adicional por tempo de serviço para os trabalhadores da Fafen, a fábrica de fertilizantes instalada no Paraná. Segundo os petroleiros, essa questão foi determinante para o encerramento da greve ocorrida em 2015.

Na reunião com a área de recursos humanos da companhia, a federação também propôs que discussões sobre redução da jornada e de salário de setores administrativos sejam remetidas para a comissão interna de regime de trabalho. A empresa ainda não se posicionou sobre as reivindicações apresentadas hoje.

Já a FNP, que também se reuniu ontem, aprovou um calendário de mobilizações que prevê atividades a partir da próxima segunda-feira (9) e durante toda a semana. A entidade pretende organizar um encontro nacional da categoria, informando que vai convidar a FUP.