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Balanço mostra que 41 mil bancários estão parados em São Paulo

Sindicato da categoria afirma que 822 locais de trabalho, sendo 19 centros administrativos e 803 agências, estão fechados neste terceiro dia de greve, que mostra crescimento da mobilização
por Redação RBA publicado 08/09/2016 17h50
Sindicato da categoria afirma que 822 locais de trabalho, sendo 19 centros administrativos e 803 agências, estão fechados neste terceiro dia de greve, que mostra crescimento da mobilização
sindicato dos bancários
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Agência na Avenida Paulista: setor tem lucros em alta, mas fechou 7.897 postos de trabalho no 1º semestre

São Paulo – Cerca de 41 mil trabalhadores estão mobilizados hoje (8), terceiro dia da greve organizada pelo Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região. Balanço da entidade mostra que 822 locais de trabalho, sendo 19 centros administrativos e 803 agências estão fechados. Amanhã, às 11h, haverá a sexta rodada de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na segunda-feira (12), a partir das 17h, em assembleia na Quadra dos Bancários, a categoria vai discutir o rumo do movimento.

“No primeiro semestre deste ano foram fechados 7.897 postos de trabalho nos bancos, de acordo com dados do Caged (cadastro do Ministério do Trabalho). O setor mais lucrativo do país ganha bilhões de reais a cada mês. É fundamental que seja garantido algum instrumento na Convenção Coletiva para conter as demissões”, afirma a presidenta do sindicato, Juvandia Moreira.

“Na consulta feita à categoria, mais da metade dos bancários apontaram como prioridade o fim das demissões, das terceirizações e mais contratações”, disse Juvandia. “Nossa expectativa na reunião com os bancos amanhã é que eles apresentem uma proposta que possa ser aceita pela categoria, sem perdas para os trabalhadores.”

Segundo o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Roberto von der Osten, o Betão, um dos coordenadores do Comando Nacional dos Bancários, desde as primeiras horas da greve, as notícias que chegaram sobre o movimento foram animadoras. "Isso com toda certeza vai impactar na Fenaban e com toda a certeza vai ajudar no convencimento rumo a uma proposta decente, que valorize os bancários e bancárias", afirmou, em nota publicada no site da entidade.

Para Betão, a conjuntura política e o cenário econômico difíceis valorizam a intensidade com que a categoria mostrou apoio às reivindicações. "Quando percebemos que, num ano difícil, num cenário duro de instabilidade política, de crise, de negociação muito dura com a Fenaban, os bancários aderiram, tivemos certeza de que isso ia estimular a Fenaban a retomar o contato conosco para fazer a negociação."

A categoria, com data-base em 1º de setembro, entregou a pauta de reivindicações no dia 9 de agosto e, após cinco rodadas de negociação com a Fenaban, não houve acordo para o índice de reajuste e demais reivindicações.

Entre as reivindicações dos bancários estão: reposição da inflação do período mais 5% de aumento real, valorização do piso salarial, no valor do salário mínimo calculado pelo Dieese (R$ 3.940,24 em junho), PLR de três salários mais R$ 8.317,90, combate às metas abusivas, ao assédio moral e sexual, fim da terceirização, mais segurança, melhores condições de trabalho. A defesa do emprego também é prioridade, assim como a proteção das empresas públicas e dos direitos da classe trabalhadora.