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defesa do emprego

Trabalhadores da Mercedes voltam a se reunir em assembleia amanhã

Reunião será às 7h na porta da fábrica em São Bernardo do Campo; durante ato de hoje, diretoria do sindicato recebeu comunicado da montadora para iniciar negociação frente às ameaças de demissões
por Redação RBA publicado 17/08/2016 16h00
Reunião será às 7h na porta da fábrica em São Bernardo do Campo; durante ato de hoje, diretoria do sindicato recebeu comunicado da montadora para iniciar negociação frente às ameaças de demissões
Adonis Guerra
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Cerca de 7.000 trabalhadores participaram do ato de hoje, que percorreu a rua Marechal Deodoro

São Paulo – Depois de realizarem assembleia hoje (17) na frente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, os trabalhadores da Mercedes-Benz voltam a se reunir amanhã (18), às 7h na porta da fábrica, para manter a mobilização contra a ameaça de 2.000 demissões na unidade.

Cerca de 7 mil trabalhadores, dos 9 mil que compõem o quadro da empresa, participaram da reunião. Durante o ato, que também percorreu a Rua Marechal Deodoro, importante ponto comercial do centro da cidade, a diretoria do sindicato recebeu comunicado da montadora para iniciar uma negociação nesta tarde, às 14h30.

Para um dos funcionários, que preferiu anonimato, a postura da empresa cria certo otimismo para que a atual situação seja revertida. “Para nós, o que resta é a esperança. Agora é ter fé de que algo bom pode ser construído e que nossos empregos sejam mantidos”, afirmou.

O presidente do sindicato, Rafael Marques, informou aos trabalhadores sobre a reunião com a empresa e convocou a nova assembleia de amanhã para retornar com um posicionamento e manter a unidade da categoria. “Vai ser uma reunião longa e amanhã vamos continuar a resistência”, disse.

Para o secretário de Relações Internacionais da Confederação Nacional dos Metalúrgicos, Valter Sanches, o movimento contra as demissões é fundamental para reaquecer a economia. “Estamos em passeata na Marechal porque é um local tradicional de compras da população e, se não temos emprego, não temos consumo e mais empregos são perdidos”, afirmou.

O ato de hoje foi organizado pela entidade sindical como reação à postura da empresa, que iniciou o envio de telegramas de demissão aos trabalhadores na última segunda-feira (15), no mesmo dia em que toda a fábrica foi afastada por meio de licença remunerada por tempo determinado.

Atualmente, a montadora afirmar ter 1.870 funcionários excedentes na fábrica do ABC Paulista, mesmo após abertura do Programa de Demissão Voluntária (PDV) que obteve 630 adesões.

Com ABCD Maior.

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