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Ofensiva

Categorias em campanha fazem assembleia unificada

Trabalhadores discutem ações para, além de obter aumento real de salário, resistir à ameaça de perda de direitos
por Redação RBA publicado 28/07/2016 19h07, última modificação 29/07/2016 14h13
Trabalhadores discutem ações para, além de obter aumento real de salário, resistir à ameaça de perda de direitos
Edu Guimarães/Sind. Met. ABC
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Categorias ligadas à CUT fizeram assembleia unificada em Diadema, na região do ABC paulista

São Paulo – Categorias com data-base no segundo semestre, ligadas à CUT, fizeram assembleia unificada hoje (28), diante da fábrica da SMS, em Diadema, na região do ABC paulista, para discutir a organização contra a ameaça de retirada de direitos pelo governo interino. "Vivemos o ponto de partida de um ciclo histórico da resistência aos trabalhadores", afirmou o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Rafael Marques. Segundo ele, o governo "testa os trabalhadores a respeito de ações que pretende adotar e que avançam sobre os direitos trabalhistas".

"As nossas campanhas salariais têm que ser um momento para lutar contra o golpe aos trabalhadores", disse a presidenta do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e região, Juvandia Moreira. "É importante a nossa unidade neste momento difícil cheio de golpistas, dizendo que a classe trabalhadora tem que fazer sacrifícios."

O presidente da Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT (FEM-CUT) em São Paulo, Luiz Carlos da Silva Dias, o Luizão, lembrou que o setor patronal entregou uma "contra-pauta" com 19 itens que preveem retirada de direitos, incluindo congelamento de salários. "O golpe é contra os trabalhadores. O ‘pato de Troia’ dos patrões, que vem com a terceirização, a precarização, a idade mínima para aposentadoria, representa o maior ataque que o trabalhador já sofreu na história.”

Os metalúrgicos reivindicam aumento real (acima da inflação), estabilidade e criação de empregos, valorização dos pisos e jornada semanal de 40 horas, entre outros itens. Nesta sexta-feira (29), a FEM-CUT faz a primeira rodada de negociação com o Grupo 3, que reúne as empresas de autopeças, forjaria e parafusos.

De amanhã até domingo (31), os bancários fazem conferência nacional, em São Paulo, para aprovar a pauta a ser entregue à Federação Nacional dos Bancos (Fenaban). Na tarde do primeiro dia, o encontro terá a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Com informações do jornal Tribuna Metalúrgica