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Bancos fecham 4.553 postos de trabalho de janeiro a abril

Dez estados apresentaram saldo negativo, aponta pesquisa divultada pela Contraf-CUT. Maior número de cortes foi em São Paulo (2.508) e no Rio de Janeiro (862)
por Redação RBA publicado 01/06/2016 11h23, última modificação 01/06/2016 13h54
Dez estados apresentaram saldo negativo, aponta pesquisa divultada pela Contraf-CUT. Maior número de cortes foi em São Paulo (2.508) e no Rio de Janeiro (862)
arquivo/EBC
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Setor demitiu 12 mil e contratou 7.500 no período, com salário 54% menor

São Paulo – Pesquisa divulgada na segunda-feira (30) pela Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT) aponta fechamento de 4.553 postos de trabalho nos quatro primeiros meses de 2016 no setor bancário. No estado de São Paulo foi fechado o maior número (2.508, 55,1% do total), seguido do Rio de Janeiro (862, 19%). O levantamento é feito com base no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho. Foram 7.491 admissões com carteira assinada e 12.044 demissões nos primeiros quatro meses do ano.

Os chamados bancos múltiplos, com carteira comercial, segmento que engloba instituições como Itaú Unibanco, Bradesco, Santander, HSBC e Banco do Brasil, juntamente com a Caixa Econômica Federal, foram os principais responsáveis pelo saldo negativo, fechando 3.254 vagas. Apenas a Caixa eliminou 1.318.

Segundo o presidente da Contraf-CUT, Roberto von der Osten, mesmo fazendo parte do setor que mais lucr ano país, os bancos seguem demitindo. "Mesmo com lucros estrondosos, o sistema financeiro continua com a onda de demissões. Estão se reestruturando de olhos voltados para um consumidor de serviços bancários de perfil mais virtualizado. A utilização de agências, autoatendimento e call center para transações bancárias vem perdendo para a internet e o celular, e o emprego paga o pato. Os bancos fogem quando o assunto é responsabilidade social", afirma.

Mais uma vez, a pesquisa mostra que o salário de admissão é menor que a de quem deixou ou perdeu o emprego. Os 7.491 contratados nos quatro primeiros meses de 2016 tinham remuneração média de R$ 3.606,30, enquanto os demitidos recebiam R$ 6.676,47. Uma diferença, para menos, de 54%.

No recorte por idade, na faixa de até 24 anos o saldo é positivo, com 1.751 vagas a mais. Dos 25 anos em diante, foram cortados 6.304 postos de trabalho.