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Trabalhadores da CPTM ameaçam parar dia 20

Falta de acordo entre empresa e ferroviários sobre o Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2015 leva a categoria a cogitar paralisação
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 10/02/2016 16:45, última modificação 12/02/2016 14:28
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Falta de acordo entre empresa e ferroviários sobre o Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2015 leva a categoria a cogitar paralisação
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No ano passado, paralisação de um dia nos trens paulistas levou a empresa a reformular proposta

São Paulo – Os trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), empresa do governo paulista, ameaçam parar no próximo dia 20. A categoria quer que a empresa reveja a proposta do Programa de Participação nos Resultados (PPR) de 2015, que, segundo afirmam, deixa os trabalhadores sem bonificação. A categoria é representada por quatro sindicatos: dos Ferroviários da Central do Brasil (linhas 11-Coral e 12-Safira), de São Paulo (linhas 10-Turquesa e 7-Rubi), dos Engenheiros e da Zona Sorocabana (linhas 8-Diamante e 9-Esmeralda). Este último, porém, não considera entrar em greve no momento.

O principal problema para os trabalhadores é com a meta de passageiros transportados. Em julho do ano passado, eles propuseram que a meta fosse de 827 milhões de passageiros transportados no ano, o que representava crescimento de 2% em relação a 2014. A empresa queria uma meta de 845 milhões, pouco mais de 4%. Outras metas dizem respeito a itens como faltas ao trabalho e evolução de desempenho da empresa.

“Essa meta é importante porque diz respeito ao pagamento mínimo – R$ 3.840,71 – que o trabalhador pode receber. Mas a meta tem de ser adequada à realidade”, afirmou o presidente do Sindicato dos Ferroviários de São Paulo, Eluiz Alves Matos. Segundo ele, a empresa demorou a propor reuniões com os trabalhadores e a categoria está sem previsão de receber o PPR. “Foi uma reunião em julho, outra em outubro e outra na semana passada.”

Matos contou que o ano da CPTM fechou com 831 milhões de passageiros transportados. O número supera o proposto pelos trabalhadores e fica abaixo da proposta da empresa. “Se a companhia tivesse buscado acordo conosco não estaríamos nessa situação. Agora os trabalhadores não aceitam a proposta da empresa”, afirmou.

No ano passado, o tema já havia sido discutido, durante a campanha salarial da categoria, que contou com uma paralisação de 24 horas no dia 3 de junho. Naquela ocasião, a empresa propôs que entregas de estações e instalação de equipamentos fossem incluídos nas metas das parcelas fixa e variável do PPR. O que foi rechaçado pelos trabalhadores, pelo fato de o cumprimento da meta não depender deles.

O desembargador Wilson Fernandes, que mediou as negociações no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), concordou com os trabalhadores e propôs que as metas fossem debatidas no núcleo de negociação do tribunal. “Por que colocar metas que são inatingíveis? Aceitamos metas que tenham desafio, que a gente pode correr atrás e conseguir”, disse Matos à época. Segundo ele, houve acordo entre empresa e trabalhadores nesses pontos.

A próxima reunião entre a CPTM e os ferroviários está marcada para o dia 19. No mesmo dia, os trabalhadores devem realizar assembleia para decidir se aceitam ou não os termos do acordo para o PPR. O Sindicato dos Ferroviários da Zona Sorocabana informou desconhecer a reunião e que vai aguardar até o dia 31 de março, que é a data limite para o pagamento do Programa de Participação nos Resultados, para se posicionar sobre o assunto.

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