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Ainda sem acordo

Petroleiros pedem reunião com Bendine para tentar melhorar proposta

Entre os itens que consideram pendentes, sindicalistas apontam garantia de não punição aos grevistas e não desconto dos dias parados. Paralisação completa 13 dias
por Redação RBA publicado 13/11/2015 00h55
Entre os itens que consideram pendentes, sindicalistas apontam garantia de não punição aos grevistas e não desconto dos dias parados. Paralisação completa 13 dias

São Paulo – A proposta apresentada na quarta-feira (11) pela Petrobras, "definitiva" segundo a companhia, ainda não foi aprovada pelos representantes dos trabalhadores. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) pediu uma reunião com o presidente da empresa, Aldemir Bendine, para tentar itens que consideram pendentes e fundamentais.

Os três pontos citados pela FUP são: isonomia de direitos para os trabalhadores da Fafen, fábrica de fertilizantes localizada em Araucária, na região metropolitana de Curitiba, comprada há dois da Vale; nenhuma punição aos grevistas; e não desconto dos dias parados. A greve da categoria começou no dia 1º.

Em relação à chamada Pauta pelo Brasil, que critica a política de cortes de investimentos e pede melhorias em saúde e segurança, a Petrobras disse na quarta-feira que se comprometeria a criar um grupo técnico, com representantes da FUP, que seria responsável por elaborar um relatório. Nos itens econômicos, a empresa ofereceu reajuste de 9,53% nas tabelas salariais, retroativo à data-base (1º de setembro). A Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) rejeitou a proposta.

Balanço

A companhia divulgou balanço na noite de ontem (12), apontando prejuízo de R$ 3,759 bilhões no terceiro trimestre. De janeiro a setembro, a Petrobras acumula lucro líquido de R$ 2,102 bilhões, 58% menor que o de igual período de 2014. A produção de petróleo e gás natural, incluindo Brasil e exterior, cresceu 1% no trimestre e 6% no ano. Os investimentos em 2015 somam R$ 55,489 bilhões, queda de 11%.

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