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Sindipetro: 'Petrobras é uma estatal, não empresa privada que só visa ao lucro'

Petroleiros anunciam paralisação nacional no próximo dia 24, quando o Conselho de Administração da Petrobras deve decidir sobre a venda de ativos da estatal
por Redação RBA publicado 22/07/2015 12h18, última modificação 22/07/2015 14h36
Petroleiros anunciam paralisação nacional no próximo dia 24, quando o Conselho de Administração da Petrobras deve decidir sobre a venda de ativos da estatal
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Petroleiros anunciam greve contra a venda de ativos da Petrobras e contra projeto entreguista do pré-sal

São Paulo – Aumenta em todo o país a mobilização para a greve nacional dos petroleiros, no próximo dia 24, contra o novo Plano de Negócios e Gestão (PNG) da companhia aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras, prevendo a venda de ativos no valor de US$ 57 bilhões.

Além da venda de ativos constante do PNG, a coordenadora do Sindicato Unificado dos Petroleiros (Sindipetro-SP), Cibele Vieira, que falou hoje (22) à Rádio Brasil Atual, chama a atenção para um plano de otimização interna que, segundo ela, pode representar novos cortes da ordem de US$ 10 bilhões.

"Toda vez que a gente escuta falar de otimização interna, a gente sabe que o primeiro que sofre é o trabalhador", denuncia Cibele. Para ela, os cortes devem representar maior precarização da condição dos trabalhadores, a perda de direitos para petroleiros terceirizados e, em último caso, demissões.

Os petroleiros também estão mobilizados contra o Projeto de Lei (PLS) 131, do senador José Serra (PSDB-SP), que transfere para petrolíferas internacionais os 30% das jazidas do pré-sal reservados para a Petrobras, além de retirar da estatal a posição de operadora única da exploração do pré-sal.

"A gente está pensando no que é melhor para o país. E para o Brasil é melhor ter a Petrobras como estatal. A Petrobras não pode se comportar como uma empresa privada, que só vise ao lucro", afirma a coordenadora do Sindipetro-SP.

Confira a reportagem completa da Rádio Brasil Atual: