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contra o pl 4.330

Motoristas de ônibus de Porto Alegre têm manhã de manifestações

Empresa pública de transportes adere à agenda do Dia Nacional de Paralisação; bancários, professores e metalúrgicos também estão mobilizados para participar dos protestos
por Yara Aquino, da Agência Brasil publicado 15/04/2015 12h43, última modificação 15/04/2015 12h51
Empresa pública de transportes adere à agenda do Dia Nacional de Paralisação; bancários, professores e metalúrgicos também estão mobilizados para participar dos protestos

Porto Alegre – Como parte da mobilização em Porto Alegre pelo Dia Nacional de Paralisação contra o projeto de terceirização (PL 4.330), a frota de ônibus da Carris, empresa pública de transporte, não circulou na manhã de hoje (15). Manifestantes bloquearam a garagem da empresa, impedindo a saída dos veículos, de acordo com a Empresa Pública de Transporte e Circulação.

Pelo menos duas pessoas ficaram feridas na frente da garagem da Carris quando um homem vestido com trajes gaúchos agrediu manifestantes e usou uma chaira (objeto que afia facas). A Polícia Militar informou que o homem foi levado para a delegacia e presta depoimento.

De acordo com o diretório da Central Única dos Trabalhadores (CUT) no Rio Grande do Sul categorias como as dos bancários, professores e metalúrgicos também organizam na capital e em cidades do interior paralisações e atividades, como assembleias em portas de fábrica. De acordo com a CUT, Canoas, Pelotas e Santa Maria tem agendas de mobilização ao longo do dia.

O Sindicato dos Bancários de Porto Alegre e região informou que ontem (14), em assembleia, a categoria decidiu pela adesão ao dia de paralisação. O sindicato ainda não tem um balanço sobre a adesão dos trabalhadores. Pela manhã, bancários se concentraram em frente a agências na Praça da Alfândega e no centro da cidade.

O texto-base do Projeto de Lei 4.330/2004, que regulamenta a terceirização, foi aprovado no último dia 8. O ponto mais polêmico é o que autoriza a terceirização total das atividades das empresas privadas, inclusive da chamada atividade-fim – aquela que identifica a área de atuação de uma companhia. Atualmente, apenas atividades-meio como, por exemplo, limpeza e segurança podem ser ocupadas por trabalhadores terceirizados. Ontem (14), a Câmara dos Deputados voltou a analisar os destaques que deputados apresentaram à proposta.

Durante o novo debate, os parlamentares aprovaram a retirada do projeto de lei do trecho que permitia que também as empresas públicas, sociedade de economia mista e suas subsidiárias e controladas recorram à terceirização. A votação dos outros destaques será retomada na tarde de hoje.

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