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Termina sem acordo audiência entre garis e empresas de limpeza de São Paulo

Justiça manteve proibição de greve nos serviços de aterro sanitário e coleta de lixo hospitalar, além de contingentes mínimos (70%) nos serviços de limpeza urbana e coleta domiciliar
por Elaine Patricia Cruz, da Agência Brasil publicado 24/03/2015 18h30
Justiça manteve proibição de greve nos serviços de aterro sanitário e coleta de lixo hospitalar, além de contingentes mínimos (70%) nos serviços de limpeza urbana e coleta domiciliar
femaco
garis em greve

Trabalhadores deram início à paralisação na segunda-feira (23) em várias cidades paulistas

São Paulo – Terminou sem acordo a audiência de conciliação entre os sindicatos dos trabalhadores de limpeza pública e o Sindicato das Empresas Urbanas de São Paulo. Com isso, a greve dos garis, que começou na última segunda-feira (23) em diversas cidades paulistas, continua. A audiência foi feita no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2) da capital paulista. Esta foi a segunda audiência de conciliação. Na primeira, que ocorreu na sexta-feira (20), também não houve acordo.

O TRT-2 manteve a proibição de greve nos serviços de aterro sanitário e coleta de lixo hospitalar, além de contingentes mínimos (70%) nos serviços de limpeza urbana e coleta domiciliar, sob pena de multa diária no valor de R$ 100 mil. A greve atinge o ABC paulista (exceto Rio Grande da Serra e São Bernardo do Campo), além de Itanhaém, Paulínia, Cotia e Itapevi. Os municípios de Andradina e Osasco estão cumprindo liminar que exige manutenção de 70% do serviço.

A categoria pede aumento salarial de 11,73%, mas o Sindicato das Empresas Urbanas de São Paulo  oferece 7,68% de reajuste. O salário médio dos empregados gira em torno de R$ 900.

A Federação de Trabalhadores em Serviços, Asseio e Conservação Ambiental, Urbana e Áreas Verdes do Estado de São Paulo (Femaco), que agrega os sindicatos, informou que a maioria das cidades paulistas, exceto São Paulo e Campinas, que têm data-base diferente, aderiram à paralisação. O Vale do Paraíba e a Baixada Santista também não aderiram porque têm data-base em maio. A federação estima que 30 mil trabalhadores estejam em greve.

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