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Tendencioso

Apeoesp cobra diretor de jornalismo da Rede Globo, que ignora greve dos professores

A presidenta do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, quer que emissora, como concessão pública, cumpra seu papel de informar a população sobre todos os fatos que a interessam
por Redação RBA publicado 24/03/2015 18:02, última modificação 24/03/2015 19:43
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A presidenta do sindicato, Maria Izabel Azevedo Noronha, quer que emissora, como concessão pública, cumpra seu papel de informar a população sobre todos os fatos que a interessam
Douglas Mansur/apeoesp
professores

Assembleia realizada na última sexta-feira (20) reuniu milhares de professores em são Paulo

São Paulo – A presidenta da sindicato dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo (Apeoesp), Maria Izabel Azevedo Noronha, encaminhou ontem (23) ofício ao diretor geral de jornalismo da Rede Globo, Ali Kamel. Na correspondência, enviada pela primeira vez ao jornalismo da emissora, que historicamente boicota o movimento, ela informa que os professores da rede estadual estão em greve desde o último dia 13.

“Para a Globo, nossa greve não existe. Coincidentemente ou não, é a mesma versão do governo estadual”, afirma a dirigente no comunicado, referindo-se às declarações do governador Geraldo Alckmin (PSDB), que nega a existência do movimento grevista ao mesmo tempo que afirma se tratar de uma novela que se repete anualmente.

Maria Izabel questiona o fato de os telejornais da emissora terem dado grande destaque às manifestações do dia 15 deste mês, contra o governo federal, no mesmo local da assembleia dos professores, e não ter dado cobertura ao movimento. De acordo com a Apeoesp, na última sexta-feira (20), 135 mil professores estavam em greve, o que corresponde a 60% da categoria em todo o estado.

Ainda segundo ela, “a ética e o bom jornalismo determinam que todas as partes envolvidas em determinado fato sejam ouvidas e que sejam divulgadas suas posições”. A dirigente acrescenta que, “se a Rede Globo defender, de fato, a liberdade de expressão, deve cumprir as normas do Estado democrático de direito".

“Como concessão pública, deve cumprir seu papel de informar à população sobre todos os fatos que a possam interessar e, também, dará voz a a todos aqueles que não estão satisfeitos com a realidade da escola pública estadual.”

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