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Segundo Apeoesp, adesão cresce no segundo dia de greve

Participação foi de 20% para 30%. Categoria tem assembleia na próxima sexta-feira (20); sindicato acredita que até lá adesão ao movimento suba para 70%
por Rodrigo Gomes, da RBA publicado 17/03/2015 20h20, última modificação 17/03/2015 20h24
Participação foi de 20% para 30%. Categoria tem assembleia na próxima sexta-feira (20); sindicato acredita que até lá adesão ao movimento suba para 70%
Futura Press/Folhapress
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Vista de faixa de protesto em apoio à greve dos professores na rua da Consolação, no centro

São Paulo – No segundo dia de paralisação, a greve dos professores da rede estadual de ensino de São Paulo conta com adesão de 30%, segundo a presidenta do sindicato da categoria (Apeoesp), Maria Izabel de Azevedo Noronha, a Bebel. Para a entidade, o número é relevante e deve chegar a 70% até o final da semana. A categoria tem assembleia na próxima sexta-feira (20). Nesta semana, os docentes estão conversando com alunos e pais em todo o estado sobre o motivo e os objetivos da paralisação.

Os professores reivindicam melhores condições de trabalho, o que inclui o desmembramento das salas superlotadas, melhorando assim as condições para docentes e estudantes, e aumento de 75,33% para equiparação salarial com os demais profissionais com formação de nível superior, conforme estabelece o Plano Nacional de Educação (PNE).

Segundo a Apeoesp, a Secretaria da Educação fechou 3.390 classes, sendo 3.300 apenas de ensino médio, neste ano. O dado é referente a 73 regiões do estado. A ação agravou a superlotação. Turmas do ensino regular chegam a ter 60 alunos por sala e as classes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), até 91 alunos. Além disso, o governo estadual cortou verbas das escolas, muitas das quais não têm recursos nem sequer para comprar papel higiênico.

Quanto aos recursos humanos, foi reduzido o número de coordenadores pedagógicos, profissionais fundamentais para o planejamento e execução do trabalho pedagógico nas escolas, o que piora ainda mais a qualidade do ensino. Sem contar o grande número de escolas que dispensam os alunos mais cedo por falta de água.

A Secretaria da Educação informou que o número de faltas de professores não está diferente de períodos normais e as ausências estão sendo supridas com trabalhadores eventuais.

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