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Na Fiesp

Metalúrgicos da CUT em São Paulo entregam pauta e abrem campanha salarial

Catorze sindicatos da categoria no estado reúnem aproximadamente 215 mil trabalhadores, com data-base em 1º de setembro. Setor de autopeças quer mudar período de negociação
por Redação RBA publicado 16/06/2014 18h35, última modificação 17/06/2014 00h32
Catorze sindicatos da categoria no estado reúnem aproximadamente 215 mil trabalhadores, com data-base em 1º de setembro. Setor de autopeças quer mudar período de negociação

São Paulo – Com entrega da pauta de reivindicações aos diversos grupos econômicos na sede da Federação das Indústrias do Estado (Fiesp), representantes dos 14 sindicatos de metalúrgicos ligados à CUT em São Paulo deram início hoje (16) à campanha salarial da categoria, que tem data-base em 1º de setembro. As negociações envolvem mais de 215 mil trabalhadores na base da federação estadual (FEM-CUT), excluídas as montadoras (42 mil metalúrgicos), que discutem diretamente com os sindicatos em suas respectivas bases.

Segundo a federação, entre as principais reivindicações estão aumento real (acima da inflação), licença-maternidade de 180 dias e redução da jornada para 40 horas semanais. Alguns grupos patronais já preveem a licença de 180 dias em seus acordos coletivos – são os casos dos grupos 2 (setores de máquinas e eletroeletrônicos, com 89 mil trabalhadores) e 3 (autopeças, forjaria e parafusos, com 51 mil).

O Grupo 10 (lâmpadas, equipamentos odontológicos, iluminação e material bélico, entre outros, que reúne 24 mil empregados) garante 150 dias. No Grupo 8 (trefilação, laminação de materiais ferrosos, refrigeração e equipamentos rodoferroviários, com 42 mil metalúrgicos) e no setor de estamparia (5 mil), a cláusula é facultativa.

"Queremos fazer uma campanha rápida e equilibrada. Nunca enfrentamos conjunturas favoráveis nas nossas negociações. Sabemos que o aumento real no salário é uma forma de distribuir renda", afirmou o presidente da FEM-CUT, Valmir Marques da Silva, o Biro-Biro. Na entrega da pauta, o Grupo 3 reivindicou a mudança de data-base para 1º de março, medida que o sindicalista não considera uma prioridade. "Assim como nós temos propostas, eles têm direito de reivindicar algumas coisas, e nós vamos buscar o melhor caminho."