Você está aqui: Página Inicial / Trabalho / 2013 / 07 / Sindicalização não acompanha crescimento do nível de emprego na última década

Estudo

Sindicalização não acompanha crescimento do nível de emprego na última década

Pesquisa mostra queda na taxa de sindicalização entre brancos e amarelos e entre trabalhadores mais velhos, com maior rendimento e maior escolaridade
por Redação RBA publicado 31/07/2013 10h47, última modificação 31/07/2013 13h11
Pesquisa mostra queda na taxa de sindicalização entre brancos e amarelos e entre trabalhadores mais velhos, com maior rendimento e maior escolaridade
Marcello Casal Jr./ABr
protesto cut_ marcello casal jr.abr.jpg

Entre 2005 e 2011, 13 milhões de vagas foram criadas, mas só 2,8 milhões se filiaram a sindicato

São Paulo – Em nove anos, o Brasil expandiu o nível de emprego e elevou o padrão de vida da população. Apesar de positiva, a sindicalização não acompanhou esta elevação, como mostra o terceiro número da publicação FPA Comunica, da Fundação Perseu Abramo, que avaliou a densidade sindical e a recomposição do mercado de trabalho. O levantamento foi apresentado na segunda-feira (29) no auditório da Câmara de São Bernardo, na região do ABC paulista.

O estudo apresenta dados de 2005 a 2011, quando a taxa de sindicalizados passou de 16,4% para 17%. Neste período, foram criadas mais de 13 milhões de vagas, mas apenas 2,8 milhões trabalhadores se filiaram a a algum tipo de sindicato. Uma das razões apontadas para a disparidade entre os números é o crescimento de ofertas no setor terciário, de comércio e serviços, onde é mais difícil a conexão com sindicatos.

“No passado predominavam grandes empresas que contratavam muitos trabalhadores num mesmo local. Hoje falamos de undades de emprego de mão de obra em quantidade melhor e a forma de organização dos trabalhadores não é a mesma que conhecíamos no passado”, afirmou o presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann, à TVT.

Na indústria de transformação a taxa de sindicalização aumentou de 19,6% para 21,5%. Para o presidente da Confederação Nacional dos Metalúrgicos da CUT (CNM-CUT), Paulo Cayres, um dos motivos é o nível de organização dos sindicatos. “Quando você vê o dirigente ali dentro de fábrica, levando as demandas do trabalhador, fazendo um sindicalismo combativo, o número de sindicalizados aumenta absurdamente. Essa é a realidade do ABC, não é do Brasil, infelizmente”, disse.

Assista aqui a reportagem completa da TVT.