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Campanha salarial

No primeiro dia de greve, TST determina a aeroportuários que mantenham efetivo mínimo

No pedido, Infraero chegou a solicitar que funcionários se 'abstivessem' de fazer paralisação, o que até o tribunal considerou um exagero
por Redação RBA publicado 31/07/2013 13h38, última modificação 31/07/2013 18h38
No pedido, Infraero chegou a solicitar que funcionários se 'abstivessem' de fazer paralisação, o que até o tribunal considerou um exagero
© Jonathan Campos/AGP/Folhapress
Greve no ar

Trabalhadores aeroportuários em greve no aeroporto de São José dos Pinhais, no Paraná: reajuste, PLR e plano de saúde na pauta

São Paulo –No primeiro dia da greve nacional dos aeroportuários, o presidente do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Carlos Alberto Reis de Paula, atendeu parcialmente a pedido da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) e determinou que o sindicato da categoria mantenha 100% das atividades de controle de tráfego aéreo, 70% nas áreas de segurança e operação e 40% para os demais funcionários. O ministro fixou multa de R$ 50 mil diários em caso de descumprimento e marcou audiência de conciliação para a próxima terça-feira (6), às 14h.

No pedido de liminar, a Infraero chega a requerer que os empregados "abstenham-se de paralisar suas atividades". Também solicitou que o TST declarasse a ilegalidade e abusividade do movimento, determinando o retorno dos dias parados. O juiz considerou o pedido de "abstenção" uma "pretensão por demais ampla e contrária ao exercício do direito de greve constitucionalmente assegurado".

Os aeroportuários fizeram hoje (31) manifestações em diversos aeroportos do país. Dos 63 aeroportos brasileiros, a paralisação está confirmada no Galeão (Rio de Janeiro), Recife, Fortaleza, Salvador, Vitória e Congonhas (São Paulo). De acordo com o presidente do Sindicato Nacional dos Aeroportuários, Francisco Lemos, cerca de 80% da categoria na capital paulista aderiu à greve – na cidade estão aproximadamente 1,5 mil funcionários.

A categoria, que tem data-base em 1º de maio, está em campanha salarial desde abril e reivindica 16% de reajuste (9,5% de aumento real) para salários e benefícios. Na última sexta-feira (26), os trabalhadores rejeitaram a contraproposta da Infraero, que ofereceu aumento de 6,49%. Segundo o presidente do sindicato, os funcionários também querem aumento na participação nos lucros ou resultados (PLR), que hoje é R$ 500.

O diretor do Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina), Alberto Carvalho, afirmou em entrevista à Rádio Brasil Atual que há uma discrepância e tratamento desigual por parte do governo, entre a diretoria da empresa e os trabalhadores. “Os diretores da Infraero tiveram um reajuste de 26% e pagamento de R$ 35 mil de PLR.”

Os trabalhadores também não aceitam a proposta da empresa para alteração no plano de saúde. “Nós temos um plano de autogestão com uma participação nos custos, subsidiado pela empresa em uma boa parte. Não pagamos nada quando não utilizamos. Eles querem alterar para o sistema contributivo, como um pré-pago com limites para a utilização de consultas e internações. Isso é uma queda de qualidade do atendimento do convênio médico.” A empresa alega que a proposta para alterações no plano de saúde se dá pela queda de receita em decorrência das privatizações dos aeroportos.

Emergencial

A Infraero informou que adotou um plano de contingenciamento em seis aeroportos: Galeão (RJ), Congonhas (SP), Vitória, Fortaleza, Recife e Salvador. Segundo a companhia, os principais aeroportos registravam atraso de 14,9% nos voos domésticos programados até as 17h, percentual considerado normal e dentro da média diária pela Infraero. D 1.816 partidas e chegadas nacionais programadas no período, 271 registraram atraso (14,9% do total) e 98 foram canceladas (5,4% do total).

Ainda de acordo com a Infraero, até as 17h o Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre, é o que mais registra atrasos e cancelamentos. Dos 73 voos programados, 43 tiveram atrasos (58,9% do total) e 17 foram cancelados (23,3% do total). Em São Paulo, Guarulhos registra atraso em 28,6% das chegadas e partidas domésticas programadas até as 16h, e no Aeroporto de Congonhas, os atrasos afetam 9,6% dos voos.

No Rio de Janeiro, o aeroporto do Galeão tem atraso em 24 voos (24,2% do total) e no Aeroporto Santos Dumont, 13 voos partiram ou chegaram fora do horário previsto (11,7% do total) e 14 foram cancelados (12,6% do total programado até as 17h).

Com informações da Agência Brasil