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Governo federal inicia hoje corte no ponto dos servidores em greve

por Sarah Fernandes, da RBA publicado , última modificação 20/07/2012 18h32

São Paulo – O governo federal começou a fechar hoje (20) a folha de pagamento com os descontos dos dias parados para os funcionários públicos em greve. A informação é do secretário de Relações de Trabalho do Ministério do Planejamento, Sérgio Mendonça, que ainda não tem estimativa de quantas categorias serão afetadas pelo corte. “São mais de 300 órgãos federais espalhados por todo país. Só teremos números reais depois de um balanço no final do mês.”

O corte no ponto os servidores havia sido anunciado no começo do julho pelo Ministério do Planejamento. “Tínhamos a orientação de fazê-lo porque é a lei: os trabalhadores quando fazem greve correm esse risco e com os federais não pode ser diferente”, argumenta Mendonça. 

Na ocasião do anúncio, os servidores realizaram uma assembléia envolvendo representantes de 12 órgãos federais e deliberaram pela ampliação da paralisação. "O servidor não pode ser intimidado e prejudicado por exercer um direito como o da greve", disse o coordenador-geral do Sindicato dos Servidores Públicos do Distrito Federal, Oton Pereira Neves, em entrevista à Agência Brasil. O corte será feito no salário a ser recebido em agosto, referente ao mês de julho.

Orçamento trava negociações

Na manhã de hoje, o secretário se reuniu com representantes da CUT para avaliar a greve. “Discutimos sobre o processo de negociação, os acertos, os erros, e as possibilidades de chegarmos a um acordo nas próximas semanas. Foi um diálogo importante porque nos dá um feedback”, afirma.

Para o secretário adjunto de Relações do Trabalho da CUT, Pedro Armengol, as negociações não têm progredido. “O governo disse que sem uma definição das contas não há como debater as propostas. Segundo o secretário eles estão estudando o orçamento, mas está tudo parado ainda.”

Ele negou que a central tenha deixado de apoiar a greve, conforme foi divulgado nesta manhã por jornais de São Paulo. “O presidente da CUT [Vagner Freitas] disse que quer finalizar a greve, mas depois de negociações que sejam benéficas para o trabalhador. Ele esteve a semana toda em Brasília, acompanhando as atividades da greve.”