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Aeronautas prometem recorrer contra 190 demissões na Gol

por Redação da RBA publicado , última modificação 01/06/2012 19h25

São Paulo – A Gol Linhas Aéreas demitiu hoje (1º) 190 comissários de voo para dar continuidade ao que chamou de processo de adequação à nova realidade do mercado com segurança e regularidade. Em abril, foram dispensados 131 co-pilotos, além de 238 adesões a um programa de desligamento voluntário e 46 ao programa de licença não remunerada. A empresa também reduziu de 80 a 100 voos diários na tentativa de melhorar sua rentabilidade. O presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Gelson Fochesato, disse que recorrerá à Agência Nacional da Aviação Civil (Anac) para tentar reverter as demissões. Ele também suspeita de que haverá cortes de pilotos em breve.

Fochesato disse que a redução do quadro representa um comissário a menos nos voos, e que isso coloca em risco a segurança dos passageiros. Na semana passada, o sindicato reverteu a dispensa de 11 tripulantes por não respeitarem a convenção coletiva de trabalho.

Na quinta-feira, a categoria fez protesto nas imediações do aeroporto de Congonhas, na capital paulista, e pretende manter a mobilização. Fochesato também reuniu-se com dirigentes da Anac. Para a empresa, o sindicato propôs abertura de voluntariado, férias coletivas, entre outras medidas para evitar o corte, mas não teve sucesso.

"Este parece um quadro irreversível. As empresas cresceram demais em 2011, mais do que o previsto, contrataram funcionários e compraram aeronaves. Agora simplesmente demitem", disse. Ele afirmou que caso as companhias se recuperem e necessitem contratar terão um custo mais alto do que o de tentar manter agora o quadro de funcionários. 

Para Fochesato, é muito sério no país a falta de respeito à política no transporte aéreo. "As empresas nacionais são desleais, ninguém respeita ninguém. Não se pode permitir a concorrência predatória, passagens a custo baixíssimo que levam a essa situação", avaliou. O dirigente lembrou que juntas, Gol e Tam tiveram perto de R$ 1 bilhão de prejuízo em 2011.

 

 

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