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Número de centrais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho cai para cinco

A CGTB foi excluída por não atender aos critérios legais; CUT segue na liderança
por Vitor Nuzzi, da RBA publicado , última modificação 25/05/2012 18h10
A CGTB foi excluída por não atender aos critérios legais; CUT segue na liderança

São Paulo – Caiu de seis para cinco o número de centrais reconhecidas formalmente pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), conforme decreto publicado hoje (25) no Diário Oficial da União. O índice contempla critérios estabelecidos pela Lei 11.648, de 2008. Pelos novos números, ficaram acima do mínimo a CUT (índice de representatividade de 36,7%), Força Sindical (13,7%), UGT (11,3%), CTB (9,2%) e NCST (8,1%). Foi excluída a CGTB, que recentemente enfrentou um processo de disputa interno e perdeu parte dos sindicatos filiados.

Entre outros critérios, a lei determina que as centrais deverão garantir a filiação de sindicatos que representem, no mínimo, 7% do total de trabalhadores sindicalizados no Brasil. Assim, por exemplo, dos associados a sindicatos em todo o país, 36,7% são representados por entidades ligadas à CUT.

A central lembra que os dados se referem apenas a entidades com registro no ministério. “E a CUT tem mais de mil sindicatos que ainda não conseguiram registro”, afirma. Assim, oficialmente, a central tem 2.168 entidades filiadas – mas o total chega, na verdade, a 3.438.

O MTE considera apenas sindicalizados a entidades ligadas a centrais – 7,2 milhões em dezembro de 2011, de acordo com o ministério. Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), do IBGE, em 2009 – último dado disponível – havia no país 16,4 milhões de trabalhadores associados a sindicatos. O índice de sindicalização era de 17,7%. No caso da CUT, pelos dados fornecidos pela central, esse índice chega a 33,9%.