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Comemorações na zona sul de São Paulo priorizam luta por fim do imposto sindical

por Terlânia Bruno, RBA publicado , última modificação 01/05/2012 15h11

São Paulo – Na zona sul da capital paulista, as comemorações do Dia do Trabalho estão centralizadas no bairro do Grajaú, onde, pelo terceiro ano consecutivo, a CUT São Paulo promove uma série de atividades voltadas para toda a família. Segundo Daniel Reis, dirigente do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região, além das atrações musicais, a população está sendo convidada a participar do debate político sobre o fim do imposto sindical. "É importante que as famílias entendam a relevância e participem do plebiscito sobre o imposto sindical para termos sindicatos fortes e comprometidos com os trabalhadores. A população vai encontrar aqui serviços gratuitos de saúde, beleza e emissão de documentos e ainda atividades circenses para a criançada". 

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O deputado Luiz Claudio Marcolino (PT-SP), ex-presidente do Sindicato dos Bancários, também ressaltou a importância da luta pelo fim do imposto sindical. "É o fim desse imposto que vai permitir o fortalecimento de sindicatos autênticos, voltados para defender os interesses dos trabalhadores", disse. 

A CUT intensificou neste ano sua atuação contra a cobrança compulsória de uma taxa dos trabalhadores em todos os meses de abril. A central realiza, em urnas físicas em todo o país e pela internet, um plebiscito para saber a opinião da população em torno do imposto, destinado ao governo, a centrais e confederações, a sindicatos e a associações patronais. 

O deputado destacou ainda que na Assembleia Legislativa tem voltado sua atuação para a área do transporte, um dos principais problemas da população da zona sul, que gasta em média três horas por dia para se locomover aos locais de trabalho. "O governo do estado deixou de investir bilhões de reais e quem sofre mais com isso é a população da periferia, por isso, é importante esse momento de refletir também sobre essa questão", disse.

Vagner Freitas, secretário Administrativo e de Finanças da CUT, ressaltou a importância de a central realizar eventos descentralizados em comemoração ao Dia do Trabalho para que a população possa participar dos festejos nas várias regiões de São Paulo. Candidato da Articulação, corrente majoritária, à presidência da entidade, ele defende a campanha sobre o fim do imposto sindical porque coloca em pauta o debate sobre uma nova forma de organização dos trabalhadores. "O que a CUT quer é valorizar o papel do dirigente sindical e dos sindicatos. Precisamos acabar com os sindicatos de gaveta, que não atendem aos interesses dos trabalhadores. Se acabar o imposto sindical, o sindicato será obrigado a lutar para ter associados, o que muitos hoje não fazem", defende Freitas. 

A expectativa da organização do evento é que cerca de 70 mil pessoas participem das festividades no decorrer do dia. Estão previstos shows com o grupo da região Pagode da 27, K-Marot e Flora Matos, entre outras atrações. O grupo Fundo de Quintal encerra as comemorações por volta das 20h.