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Voto sobre fim do imposto sindical pode ser feito pela internet

Presidente da CUT diz que encerramento de contribuição compulsória será útil para afastar atuação de “sindicatos de fachada”
por Redação da RBA publicado , última modificação 10/04/2012 09h06
Presidente da CUT diz que encerramento de contribuição compulsória será útil para afastar atuação de “sindicatos de fachada”

São Paulo – O plebiscito organizado pela CUT para que os trabalhadores opinem sobre o imposto sindical recebe votos agora pela internet. Na página criada especialmente para a campanha contra o tributo compulsório, a central colocou a pergunta: “Você concorda com o desconto anual obrigatório de um dia de salário?”, seguida pelas opções sim ou não.

Para votar, é preciso fornecer nome, email e o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF). A página enumera ainda os motivos pelos quais a entidade acredita ser necessário encontrar uma nova fórmula para a contribuição dos trabalhadores aos sindicatos. A votação física continua aberta até o próximo dia 30, data de encerramento da campanha, em uma série de endereços definidos nos estados.

O presidente da CUT, Artur Henrique, publicou texto em seu blog defendendo a importância da campanha. Ele lembra que desde a fundação, na década de 1980, a entidade se opõe à cobrança compulsória. Em resposta a Reinaldo Azevedo, colunista da revista Veja, que acusou que se trata de uma proposta para “sufocar” as demais centrais, Henrique afirmou haver “desconhecimento histórico” em torno do assunto.

O dirigente reproduziu compromisso firmado em 2008 pelos presidentes das seis centrais reconhecidas pelo Ministério do Trabalho em que se comprometem a buscar uma nova forma de arrecadação. “Simplesmente, estamos cobrando o cumprimento de um acordo feito e assinado por todas as centrais, após longo e maduro processo de debates democráticos.”

Artur acrescentou que Azevedo se equivocou ao criticar o veto, feito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, de lei aprovada para regulamentar o setor. Henrique afirmou que a oposição a que o Tribunal de Contas da União (TCU) fiscalizasse a distribuição da contribuição sindical partiu das entidades empresariais, e não das que representam os trabalhadores. 

“Sindicatos que têm papel na negociação coletiva, prestam serviços aos seus associados e realizam campanhas salariais vitoriosas não terão nenhuma dificuldade em demonstrar para a categoria que é preciso contribuir para o financiamento”, disse. “Sindicatos de fachada, sindicatos fantasmas que não têm papel nenhum na negociação coletiva, e que só existem para cobrar taxas dos trabalhadores, esses, sim, terão enorme dificuldade em aprovar tal contribuição. Mas se não fazem luta, para que servem?”