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TRT estabelece regras para eleições no Sindicato dos Gráficos de São Paulo

Processo eleitoral deve ocorrer de 2 a 4 de maio
por Redação da RBA publicado 18/04/2012 13h23, última modificação 19/04/2012 15h29
Processo eleitoral deve ocorrer de 2 a 4 de maio

São Paulo – Reunião entre militantes da Força Sindical que ocupam a sede do Sindicato dos Gráficos de São Paulo desde agosto do ano passado e integrantes da chapa ligada à CUT terminou em acordo para a realização de eleições para a direção da entidade. O encontro ocorreu ontem (17), na sede do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2ª região, na capital paulista, com a mediação do desembargador Manoel Antonio Ariano.

Pelo acordo, as eleições devem ocorrer de 2 a 4 de maio, com a participação de três chapas inscritas. Cada uma das 36 urnas destacadas para o processo eleitoral será acompanhada por um mesário presidente, indicado pela Comissão Eleitoral, mais um mesário e um fiscal indicados por cada uma das chapas.

Ao final de cada dia de coleta de votos, as urnas serão guardadas em sala lacrada. O acordo permite que até cinco membros de cada chapa permaneçam no local até a reabertura da votação no dia seguinte.

Durante a disputa só poderão permanecer no interior da sede os trabalhadores do sindicato, diretores e no máximo cinco membros de cada chapa. Os seguranças contratados pelas chapas deverão se posicionar fora da entidade sindical. Cinco mesas apuradoras realizarão a apuração na sede do Sindicato dos Gráficos de São Paulo. O acordo inclui ainda o pedido de força policial para acompanhar o processo eleitoral.

Para o presidente do Sindicato dos Gráficos, Marcio Vasconcelos, impedido de entrar na sede do sindicato desde que os militantes da Força Sindical tomaram a entidade, o acordo é positivo. “É um avanço. Fortalece a democracia que falta em algumas eleições sindicais”, disse.

Na sexta-feira (13), o TRT suspendeu eleição convocada por militantes da Força Sindical. O processo eleitoral estava marcado para começar ontem (17)  e se estender até amanhã (19).  A decisão atendeu ao mandado de segurança impetrado pelo articulador da chapa ligada à CUT, Manoel de Almeida. Os trabalhadores da chapa tiveram registro impugnado pelos militantes da Força Sindical.

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