Você está aqui: Página Inicial / Trabalho / 2012 / 04 / Trabalhadores das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, decidem encerrar greves

Trabalhadores das hidrelétricas do Rio Madeira, em Rondônia, decidem encerrar greves

por Vanessa Ramos, da Rede Brasil Atual publicado 02/04/2012 13h47, última modificação 02/04/2012 18h31

Os termos negociados visando ao encerramento da paralisação foram aprovados por 80% dos trabalhadores (Foto: CUT)

São Paulo – Os trabalhadores nas obras das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau, em Rondônia, decidiram hoje (2) encerrar a greve iniciada em meados de março. Na última sexta (30), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Civil do Estado de Rondônia (Sticcero) se reuniu com representantes das empresas Camargo Corrêa, Odebrecht e Enesa em audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 14ª Região.

Segundo o sindicato, os termos negociados visando ao encerramento da paralisação foram aprovados por 80% dos trabalhadores. O acerto prevê reajuste de 7% para os que ganham até R$ 1.500 no salário-base e de 5% para os que recebem acima disso. Houve também aumento no valor da cesta básica para R$ 200 e R$ 220, de acordo com a faixa salarial. Os dias parados serão abonados – até o dia 10, as empresas deverão reembolsar o valores já descontados em março. “Os acordos não acabam agora, continuaremos as articulações para melhorias de reajustes no salário e na cesta básica”, disse o presidente do sindicato, Raimundo Soares da Costa.

De acordo com Guilherme Valeriano, trabalhador na construção da hidrelétrica de Jirau e membro da comissão da negociação, existe uma pauta de 52 itens pendentes. “Entre as nossas principais lutas ainda estão o reajuste de 30% em nossos salários, cesta básica no valor de R$ 510, o cartão de saúde abrangendo toda a família e não apenas os operários, melhoria na participação nos lucros e alteração no período de folga”, afirma. Os operários pedem também um intervalo de cinco dias de folgas a cada 70 dias – atualmente é a cada 90 dias.

De acordo com Claudio Gomes, presidente da Confederação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom), filiada à CUT, a continuidade das negociações em torno dos itens pendentes foi uma das condições acertadas na audiência de sexta-feira no TRT. A expectativa dos trabalhadores é chegar a um acordo mais amplo ainda na primeira quinzena de abril.

 

registrado em: , , ,