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Servidores estaduais da saúde entram em greve nesta sexta em São Paulo

por Redação da RBA publicado , última modificação 12/04/2012 17h49

São Paulo – Os servidores da saúde paralisam as atividades em todo o estado de São Paulo, amanhã (13), por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam 26% de aumento salarial e melhores condições de trabalho. A decisão foi aprovada em assembleia da categoria de 23 de março, após dois dias de paralisação. Às 10h, será realizada assembleia na quadra dos bancários, no centro da capital paulista. 

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Públicos da Saúde no estado de São Paulo (SindSaúde-SP), que representa 90 mil trabalhadores, a data-base da categoria é 1º de março, mas até o momento o governo do estado não apresentou proposta de reajuste salarial. A pauta de reivindicações foi encaminhada ao governo em fevereiro. “A decisão foi tomada diante da morosidade do governo em apresentar proposta concreta às reivindicações da categoria e dos cortes de direitos que os trabalhadores da saúde estão enfrentando”, afirmou a entidade em nota.

Segundo informou a assessoria de imprensa do sindicato, embora o governo estadual tenha concedido reajuste de 7% aos servidores da saúde no ano passado, na prática, só começa a valer em julho deste ano. Em 2011, os trabalhadores não tiveram aumento salarial, um dos motivos que levou à decisão da greve.

Logo depois da paralisação da categorias nos dias 21 e 22 de março, a Secretaria de Gestão Pública divulgou uma portaria que institui um grupo de trabalho para resolver pendências das últimas campanhas, como jornada de trabalho e reestruturação da carreira. Mas reajuste salarial não será discutido.

Menor que o salário mínimo

Em carta aberta à população sobre a greve, o sindicato critica as más condições de trabalho e atendimento na rede estadual de saúde e expõe os salários da categoria, parte deles menor que o salário mínimo, quando se analisa a remuneração básica (quadro). O vale-refeição dos trabalhadores, estagnado em R$ 4 há 12 anos, também é alvo de crítica do sindicato. A categoria quer R$ 25.

 

cargo salário base R$
gratificações total
Auxiliar de enfermagem
301,20 580,00 881,20
Médico 655,20 1.207,44 1.862,64
Oficial administrativo
481,50 278,20 759,70
Psicólogo 546,00 640,00 1.186,00

 

Além de aumento salarial de 26%, o mesmo índice de 2011, os trabalhadores da saúde reivindicam reajuste do auxílio alimentação, regulamentação da jornada de 30 horas para todos; aumento no valor do prêmio de incentivo; pagamento no 13º salário e férias; correção das distorções nos valores pagos e transparência na verba da saúde repassada pelo Ministério da Saúde para o Estado; aposentadoria especial;  concurso público para suprir falta de pessoal nas unidades de saúde e correção de erros na criação dos cargos e rebaixamento na letra da Lei Complementar 1.080/08. 

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