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Químicos do setor farmacêutico de São Paulo fecham acordo

por Redação da RBA publicado 16/04/2012 18h39, última modificação 16/04/2012 19h08

São Paulo – Trabalhadores do setor farmacêutico de São Paulo aprovaram na sexta-feira (13) a proposta de acordo apresentada pelo Sindusfarma, o sindicato patronal. A proposta inclui reajuste salarial de 7,5% na data-base (1º de abril), até o teto de R$ 5.500. O índice representa aumento real de aproximadamente 2,5% e reposição da inflação calculada até março pelo INPC-IBGE, acumulado em 12 meses, de 4,97%. Salários acima desse valor terão reajuste fixo de R$ 412. 

O piso salarial para empresas com até 100 funcionários passou para R$ 967,50. Acima desse número, o piso será de R$ 1.075. Ambos com reajuste de 7,5%. Os trabalhadores em empresas de até cem funcionários receberão participação nos lucros ou resultados (PLR) de R$ 1.021,25 e cesta básica de R$ 70,95. Empresas com mais de 100 trabalhadores vão pagar PLR de R$ 1.397,50 e cesta básica de R$ 107,50. Os trabalhadores também receberão abono de R$ 500 e reajuste de 2,8% no reembolso com gastos em medicamentos.

Em nota, o Sindicato dos Químicos de São Paulo considerou o aumento acima da inflação de “satisfatório”. "Se olharmos nos períodos em que tínhamos inflação alta no Brasil, nas campanhas salariais nós conseguíamos no máximo a inflação e, quando muito, tínhamos um aumento real de 0,5%. Nós conquistamos a reposição da inflação e mais 2,5% de aumento real. Isso é muito significativo para a categoria e para a classe trabalhadora”, disse o secretário-geral da entidade, João Carlos de Rosis.