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SP: professores municipais vão encerrar greve depois de ato amanhã

Secretaria Municipal de Gestão ainda não marcou reunião com os trabalhadores; categoria continuará pressionando para negociar reivindicações
por Redação da RBA publicado , última modificação 04/04/2012 12:51
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Secretaria Municipal de Gestão ainda não marcou reunião com os trabalhadores; categoria continuará pressionando para negociar reivindicações

São Paulo – Em greve, os professores da rede municipal de ensino de São Paulo farão manifestação seguida de assembleia amanhã (4), às 14h, na praça do Patriarca, centro da cidade, em protesto contra o silêncio da prefeitura em relação às suas reivindicações. A paralisação começou ontem, e deve terminar depois do ato. A data-base da categoria é 1º de maio.

O Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem) entregou a pauta da campanha salarial em fevereiro e, desde a data, não foi feita contraproposta. Com a aproximação das eleições municipais, o Executivo tem até 10 de abril para enviar propostas à Câmara Municipal.

Segundo a entidade, 60% das 1.434 unidades da rede estão paradas. Claudio Fonseca, presidente do Sinpeem, disse que todos os educadores municipais estão convocados a participar do ato. "O percentual de adesão ao movimento deverá aumentar amanhã, para pressionar a prefeitura a negociar", disse. A data da reunião com os representantes da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão prevista para esta semana ainda não foi definida.

Os professores querem piso salarial de R$ 2,6 mil no ano que vem com base na antecipação dos índices de reajuste garantidos para os próximos dois anos – 10,19% correspondente a 2013 e 13,43%, a 2014. A categoria pede também o fim da terceirização dos serviços públicos, valorização profissional, manutenção das férias coletivas em janeiro para os Centros de Educação Infantil (CEIs), redução do número de alunos por sala e realização de concursos, entre outros itens.

Na terça-feira passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o funcionamento das creches e pré-escolas durante as férias a partir de julho deste ano. Segundo o Sinpeem, esta decisão do TJ contribuiu na decisão da categoria de deflagrar a paralisação. Como resposta imediata, a Secretaria Municipal de Educação encaminhou na última sexta-feira (30) à Câmara Municipal o Projeto de Lei 145/12, que prevê os 30 dias de férias escolares em janeiro em todas as unidades educacionais do município.

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