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Professores de Sergipe em greve acampam na porta da Assembleia

Professores pararam hoje por reajuste do piso salarial nacional para toda a categoria
por suzanavier publicado 16/04/2012 17h22, última modificação 16/04/2012 18h55
Professores pararam hoje por reajuste do piso salarial nacional para toda a categoria

São Paulo – Os professores da rede pública estadual de Sergipe entraram em greve hoje (16), por tempo indeterminado. Desde a manhã, eles estão em vigília em frente à Assembleia Legislativa (Alese), em Aracaju, para pressionar deputados estaduais a apoiar a categoria. A reivindicação é de reajuste do piso salarial nacional para toda a carreira. A paralisação foi decidida em assembleia na última terça-feira (10). Nova reunião está marcada para amanhã (17), às 15h.

Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (Sintese), lei complementar sancionada pelo governador Marcelo Déda, em dezembro do ano passado, reestruturou o quadro permanente dos profissionais do magistério público estadual e extinguiu a carreira docente de nível médio.

Para o Sintese, o governo do estado entende equivocadamente que a lei do piso deve ser aplicada apenas aos professores de ensino médio, cuja carreira foi extinta. O sindicato argumenta que a medida quebrou a unicidade da carreira docente e impossibilita o reajuste do piso salarial a todos os trabalhadores, que deveria ocorrer em 1º de janeiro deste ano. Dessa forma, apenas 500 professores de nível médio remanescentes tiveram direito ao reajuste do piso de R$ 1.187 para R$ 1.451, um aumento de 22,2%. De acordo com a entidade sindical, mesmo nessa faixa, o pagamento realizado em folha suplementar em 26 de março causou indignação, porque a atualização paga foi a mesma para professores de início e fim de carreira.

Se o entendimento do governo estadual prevalecer, os professores com formação de nível superior ou pós-graduados terão os salários reajustados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), na faixa de 6,5%, na data-base da categoria, em 1º de maio. Os docentes nessa faixa teriam perda de quase 16% com a medida.

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