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Greve nas escolas municipais de SP tem adesão de 60%, segundo sindicato

Sinpeem avalia como "positivo" o primeiro dia do movimento. A previsão é que a prefeitura se reúna com a categoria para negociação da pauta até quinta-feira
por Redação da RBA publicado 02/04/2012 17:32, última modificação 02/04/2012 18:33
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Sinpeem avalia como "positivo" o primeiro dia do movimento. A previsão é que a prefeitura se reúna com a categoria para negociação da pauta até quinta-feira

São Paulo – O primeiro dia de greve dos professores municipais de São Paulo teve adesão de 60% das 1.434 unidades educacionais da rede, de acordo com balanço do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal (Sinpeem). A paralisação, que vai até a quarta-feira (4), tem objetivo de cobrar o atendimento imediato da prefeitura à pauta de reivindicações, entregue em fevereiro pelo sindicato. Os dirigentes se reuniram com a Secretaria Municipal de Educação e Gestão na semana passada, nenhuma contraproposta foi dada. A data-base é 1º de maio.

A expectativa é que o movimento atinja 70% de adesão amanhã (3), segundo o presidente do Sinpeem, Claudio Fonseca. "A mobilização de hoje está sendo positiva, e estamos em processo de convencimento nas escolas que ainda não aderiram", disse. A previsão é que haja uma nova reunião com a prefeitura até quinta (5).

Os professores querem piso salarial de R$ 2,6 mil no próximo ano com base na antecipação dos índices de reajuste garantidos para os próximos dois anos – 10,19% correspondente a 2013 e 13,43% a 2014. A categoria pede também o fim da terceirização dos serviços públicos, valorização profissional, manutenção das férias coletivas em janeiro para os Centros de Educação Infantil (CEIs), redução do número de alunos por sala e realização de concursos, entre outros itens.

Na terça-feira passada, o Tribunal de Justiça de São Paulo determinou o funcionamento das creches e pré-escolas durante as férias a partir de julho deste ano. Segundo o Sinpeem, esta decisão do TJ "pesou" na decisão da categoria em deflagrar a paralisação. Como resposta imediata, a Secretaria Municipal de Educação encaminhou na última sexta-feira (30) à Câmara Municipal o Projeto de Lei 145/12, que prevê os 30 dias de férias escolares em janeiro em todas as unidades educacionais do município.

Com a aproximação das eleições municipais, a administração tem até o dia 10 para o encaminhamento de propostas à Câmara, de acordo com lei eleitoral. Uma assembleia será realizada na quarta-feira, na praça do Patriarca, centro da cidade.

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