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Não há previsão de Força Nacional deixar obras em Jirau, diz Cardozo

por Luciana Lima, da Agência Brasil publicado , última modificação 12/04/2012 17h57

Brasília – O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo informou que não há previsão para que a Força Nacional deixe de atuar nas obras da usina hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira. A informação foi divulgada após reunião do ministro com o governador de Rondônia, Confúcio Moura (PMDB), e com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Cardozo também afirmou que vários órgãos de segurança do governo estão empenhados na investigação sobre o incêndio ocorrido semana passada nos alojamentos dos trabalhadores da hidrelétrica. Entre esses órgãos estão o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI), a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e as polícias Federal e Rodoviária Federal.

"Todos estão trabalhando na perspectiva de identificar as causas. Quando se faz uma atividade dessa natureza, não se pode discutir publicamente. O que eu posso dizer é que existe um grande afinamento", disse o ministro.

Segundo Cardozo, a presidenta Dilma Rousseff está sendo permanentemente informada sobre as condições de segurança nas obras, que seguem suas orientações. "Ela determina a mim, ao ministro da Defesa e ao ministro responsável pelo Gabinete de Segurança Institucional que tomemos as medidas necessárias para que nós possamos garantir sempre a segurança do país”, disse o ministro.

José Eduardo Cardozo reconheceu que há impactos indesejáveis resultantes de um empreendimento do porte de Jirau. Ele assegurou, no entanto, que o governo federal mantém diálogo com o governo estadual para equacionar esses problemas em relação à população local.

De acordo com o ministro, há um grupo de trabalho formado por integrantes do estado e representantes das Polícia Federal e Rodoviária Federal, além das Forças Armadas, para traçar um plano de segurança, tanto para as obras, quanto para a região do entorno da obra. Cardozo não informou o valor desses investimentos em segurança. “Não discutimos valores, estamos discutindo um plano. O plano vem primeiro, depois vêm valores".

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