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Operários da Camargo Corrêa em Jirau decidem hoje se mantêm greve

por Rádio Brasil Atual publicado , última modificação 28/03/2012 13h43

São Paulo – Os trabalhadores da Camargo Corrêa na Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, realizam hoje (28) assembleia para definir se mantêm a greve que dura 19 dias. Eles reivindicam reajuste salarial de 30%, aumento do valor da cesta básica de R$ 170 para 350, plano de saúde e cinco dias de folga a cada 70 trabalhados. Ontem (27), os funcionários da Enesa decidiram dar fim à greve de 18 dias, iniciada para pedir, além de aumento salarial, melhores condições de trabalho. 

O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e da Madeira (Conticom/CUT), Claudio da Silva Gomes, afirma que a empresa propõe aumento de 5% nos salários dos operadores que recebem entre R$ 800 e 1.400. “A empresa concordou em antecipar o aumento a partir de 1º de abril e não descontar os dias parados desde que isso fosse acertado na mesa de negociação. Também concordou em rever as demissões, mas os trabalhadores não aceitaram a proposta e mantiveram a paralisação”, explica. 

Os funcionários da Camargo Corrêa entraram em greve depois dos trabalhadores da Enesa. Apesar de a Justiça do Trabalho de Rondônia ter considerado a greve ilegal, o sindicalista defende a decisão dos trabalhadores pela paralisação. “Eles entenderam nesse momento que a decisão da Justiça do Trabalho não contribui com o processo de negociação", destaca. 

Segundo o dirigente, o Pacto Nacional da Construção Civil, assinado pelo governo federal, foi impulsionado pelas manifestações do ano passado, quando os operários fizeram uma paralisação de 27 dias contra as más condições de trabalho. Gomes afirma ainda que o protocolo para definir as regras de contratação, alojamento, folga para retornar ao lar, jornada de trabalho e pagamento de horas extras, contribui para condições de trabalho dignas nas obras. “O pacto surgiu em decorrência dos problemas ocorridos no ano passado e após aquela situação de conflito é que começaram as negociações. Obviamente, com a instalação permanente nós vamos discutir com frequência esse processo." 

De acordo com Gomes, a instalação das usinas gera grande concentração de trabalhadores em situações que terão que ser discutidas permanentemente. As obras das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, em Rondônia, empregam juntas cerca de 35.000 operários. 

Ouça a seguir reportagem da Rádio Brasil Atual na íntegra.

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